Perdoar ou não perdoar.

Perdoar os outros pode ser uma decisão difícil especialmente quando nos sentimos muito machucados.

Será que o perdão é uma necessidade em qualquer circunstância?

O que acontece quando não perdoamos de jeito nenhum?

Acredito que o perdão é sempre um ato de generosidade consigo mesmo.

Coração partido:

Nos sentimos feridos da primeira vez quando a outra pessoa nos magoa, e nos ferimos voluntariamente sempre que relembramos do evento com o coração partido, distante do perdão.

Ao perdoarmos a outra pessoa, fazemos um favor a nos mesmos, e deixamos de sofrer pela segunda e terceira vez. Nos libertamos assim dos eventos negativos do passado, infligidos por outrem.

No entanto, há situações em que o perdão nos tira da vigilância de novos ataques pessoais.

Especialmente naqueles casos onde somos feridos seguidamente, o perdão pode não ser um ato saudável, além de consumir uma energia enorme, tentando fazer o que nos parece quase impossível.

Papel de vítima:

O papel de vítima recorrente é difícil de se reverter sem um pouco de raiva e indignação, e neste caso, o perdão pode atrapalhar.

Fora esse caso específico, que eu me lembre, o perdão é sempre o melhor caminho.

Perdoar não é um ato de grandeza ou de nobreza, e sim, um ato de generosidade consigo mesmo.

Olhamos o agressor de igual para igual, e perdoamos, e isso não quer dizer conviver ou gostar do agressor.

Perdoar pode muito bem ser um ato solitário, consciente e mudo. Ninguém precisa saber que você se fez esse favor.

Perdoe sempre que você concluir que vai te fazer bem.

Se você chegar a conclusão que não dá conta de perdoar agora, deixe uma recado para si próprio para refletir sobre isso no futuro.

R.S. Beco

Sem Comentários

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta