Perdoar é quase esquecer

Perdoar é quase esquecer

Aprender a perdoar é uma prática para todos os dias, e perdoar é quase esquecer.

Quando experimentamos o perdão, um pouco de cada vez, é inevitável sentir um alívio no coração.

Quando sentimos rancor e ressentimentos por eventos passados, sentimos como se uma máquina impiedosa apertasse o nosso coração. Especialmente quando respiramos fundo, sentimos como se algo nos estrangulasse por dentro.

O milagre do perdão:

O perdão faz esse milagre com a gente. Nos libera desse aperto, nos tira, como se por mágica, essa dor no coração.

Se preferir, assista o vídeo e depois volte ao texto:

E perdoar é deixar ir, soltar, liberar esse sentimento negativo que nos ata aos eventos dolorosos do passado. E quando perdoamos, é como se nos esquecêssemos um pouco do ocorrido.

O futuro:

O perdão não muda o seu passado, mas abre as portas para o seu futuro.

Quanto mais nos distanciamos do evento, mais esquecemos.

Por outro lado, quando insistimos em carregar a mágoa e os ressentimentos dos outros, é como se tivéssemos na carteira um espinho e, de vez em quando, espetássemos a própria mão com esse espinho. Funciona como uma coroa de espinhos na cabeça que apertamos de vez em quando para nos lembrar de sofrer um pouco mais.

A outra pessoa:

Mas perdoar não é fácil, especialmente quando insistimos em vincular o perdão à outra pessoa.

Temos que cortar essa ligação, perdoar como um favor que fazemos a nós mesmos. Não conte a ninguém nem à pessoa que te magoou. Perdoe em silêncio.

Pense em você:

Podemos achar que o perdão é um ato de nobreza, mas pode ser um ato egoísta. Pense nisso.

Pense na sua saúde, na sua felicidade como quem planeja uma viagem de férias, um almoço delicioso, uma lua de mel.

Perdoe para si mesmo, como se o único beneficiário disso fosse você.

Algumas pessoas não perdoam achando que estão perdendo o orgulho próprio, mas estão ganhando a própria liberdade. E sendo assim, o perdão é um ato de amor consigo mesmo.

Rubens Sakay (Beco)

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