Perdão – uma opção ao sofrimento.

Nem todo sofrimento envolve o perdão, mas vou contar um caso extremo bastante conhecido.

A jovem ativista Amy Biehl foi morta na Africa do Sul justamente pelo povo objeto de suas ações humanitárias.

Seus pais foram à Africa do Sul e criaram uma Fundação – Amy Biehl Foundation para dar continuidade às ações interrompidas de sua filha. Arrecadaram fundos e conseguiram expandir os projetos.

Os algozes:

Os jovens que assassinaram sua filha foram julgados e condenados à prisão.

Tempos depois, já em liberdade, dois deles foram empregados pelos pais de Amy, como um sinal de perdão.

Uma opção dos pais de Amy seria carregar o ódio aos assassinos de sua filha.

Eles preferiram, no entanto, se livrar dessa carga negativa, perdoando os rapazes, depois que eles haviam cumprido a sentença.

Perdoar não quer dizer aceitar o ato cruel como certo, ou evitar que os indivíduos sejam julgados, e eventualmente paguem pelo crime.

Perdoar é um favor que fazemos a nós mesmos e não aos indivíduos objeto do perdão.

Sofrimento e perdão:

Há vários casos de perdão que ilustram o quanto isso pode ser uma opção saudável ao sofrimento.

Isso acontece conosco diariamente.

Falhas e faltas entre pessoas acontecem nas mínimas interações.

O que temos que fazer é relevar as coisas pequenas, como já comentei, não fazer tempestade em copo d’água.

A outra coisa é perdoar, como uma opção ao sofrimento, um favor que fazemos a nós mesmos.

A prática do perdão nos deixa leves, o que confirma o quando pesado é o ressentimento

Como nos ensina o Dr. Fred Luskin, quando perdoamos, retiramos o poder que os outros têm de nos magoar.

Quando não perdoamos, estamos dando aos outros o poder de nos magoar.

Dr. Luskin sugere que façamos a nós mesmos a seguinte pergunta: o que eu poderia fazer para melhorar a minha situação de sofrimento?

Uma resposta, e uma opção é sem dúvida o perdão.

Beco

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