Perdão – a liberdade para si próprio.

Pensamos que ao perdoar estamos libertando o outro da nossa raiva e ressentimentos.

Não é assim. Estamos na verdade nos libertando do poder do outro de seguir indefinidamente nos ferindo.

Estamos saindo do alcance da ação dos outros sobre nós.

E o que acontece quando perdoamos a nós próprios?

Estamos nos protegendo dos efeitos da autodestruição.

Auto-sabotagem:

Acreditamos que somos os nossos melhores amigos e defensores, mas não é bem verdade. Não raro, somos os próprios algozes, condenando, limitando e sabotando.

No mesmo modo que temos que ser honestos com os outros, temos que ser honestos consigo próprio.

O perdão funciona como a chave que nos liberta dos grilhões, nos tira da masmorra.

Nós todos temos o péssimo costume de autopunição.

Nos colocamos em algemas, nos acorrentamos à raiva aos ressentimentos, à culpa e ao desejo de vingança.

Um sofrimento inútil, pois nada disso nos torna melhor, aliás, nos torna cada vez mais miserável.

Mas aí vem o perdão, que coisa boa, confortável e revigorante.

É como beber uma água fresca quando estamos profundamente sedentos.

É como encontrar uma sombra, um abrigo quando somos assolados pelo sol, pela chuva e pela tempestade.

O perdão é um ato amoroso consigo próprio – talvez o maior deles.

Não é por nada que todas as religiões dedicam um esforço enorme ao perdão.

É para que sejamos mais dignos do Deus da nossa crença, mas pense pelo lado prático que comentei até aqui – é para o seu próprio bem.

Como nos ensina Dr. Fred Luskin, devemos mostrar apreço pelas nossas boas qualidades como forma de nos afastar da autocrítica e autopunição.

Beco

1 Comentário

Marina

about 5 anos ago

Boa dia Beco!! Leio, releio os seus textos e sempre me encontro nas suas palavras, recordo fatos, lembranças me vem na memoria, algumas tao remotas e isso me faz sentir bem e com animo para ser sempre melhor pra mim e para os outros. Meu eterno agradecimento a vc. Gde abraço!

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