Pequena conversa com estranhos

Pequena conversa com estranhos

No nosso cotidiano, mesmo com toda correria, temos sempre a chance de conduzir uma pequena conversa com estranhos. Pode parecer simplório, mas bem conduzido, isso vai te trazer um bem estar, e você vai exercitar a sua empatia e compaixão.

Porque fazer isso?

Mesmo com poucos minutos disponíveis, e ainda que você tenha a possibilidade de ser interrompido a qualquer momento, você pode puxar conversa, e aproveitar aquele momento, aquela companhia sem se intrometer na intimidade do outro, ou mesmo estabelecer um vínculo duradouro.

É uma questão de educação, uma iniciativa de socialização, mas uma prática de bem-estar em que ambos podem se beneficiar.

Você pode provocar um contato ou pode escolher permanecer em silêncio, em solitude, mas pense um pouquinho se é uma oportunidade para melhorar o seu humor.

Colocando em prática:

Você está no ônibus ou no metrô e não está lendo nada importante, simplesmente matando o tempo enquanto dura o trajeto.

Você está no elevador, só você e outra pessoa, um casal, ou mesmo um grupo animado de turistas.

Você está na fila do banco ou do supermercado, e o atendimento vai levar dois minutos.

Tente fazer alguma conexão, um contato visual, alguma coisa que valha comentar. Faça contato, fale alguma coisa e inicie uma conversa, informal, descontraída. Passe alguma informação interessante para a ocasião, peça alguma informação, e de repente, especialmente se você estiver no Rio de Janeiro, você estará falando de coisas pessoais. Os cariocas são os mestres em iniciar uma conversa com estranhos.

Alguns cuidados:

Antes de mais nada, em tempos de precária segurança pública, há que se ter cuidado quando falamos com estranhos, mas isso não deve nos impedir de aproveitar essa avenida de oportunidades.

Perceba quando a pessoa não está a fim de conversar. Quer ficar sozinha sem ser incomodada. Respeite a privacidade.

Deixe a conversa se desenrolar para perguntar sobre coisas pessoais.

Deixe a outra pessoa tomar a iniciativa de falar sobre si, e assim, educadamente, compartilhe algo sobre você.

Evite assuntos polêmicos para não virar um bate boca.

Dicas:

Comece a conversa puxando o assunto da circunstância imediata – o supermercado, o preço das coisas, a tecnologia dos bancos, etc.

Pergunte de onde ela é. Você é de Brasília? Veio de São Paulo? É sempre uma maneira de quebrar o gelo.

Pergunte sobre suas preferências sobre qualquer coisa.

Fale sobre o feriado e as intenções de viagens. Fale um pouco sobre filhos, netos.

Comente sobre entretenimento, esporte e oportunidades de diversão.

Aproveite algum conhecimento e informação especial que poderia compartilhar com outros.

Aprofundar um assunto é melhor do que ficar passeando por temas supérfluos e insignificantes.

Rubens Sakay

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