Penso não mais sofrer.

Penso não mais sofrer. É certo que não queremos mais sofrer. Será que é possível se viver uma vida sem sofrimento?

O que será que isso significa?

Diz o budismo que a única coisa comum entre os homens é o sofrimento.

Costumamos dizer ainda que a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional.

Viver é sofrer, e encontramos contentamento quando aprendemos sobre o significado do sofrimento.

As adversidades constroem o caráter, e no sofrimento saímos fortalecidos, capazes e inspirados para o melhor que a vida nos reserva.

Elizabeth Kubler-Ross:

Disse Elizabeth Kubler-Ross, renomada médica e autora, que dedicou a vida ao estudo da natureza humana em sofrimento e morte: as melhores pessoas que conhecemos, são aquelas que experimentaram a derrota, a luta, o sofrimento e as perdas e encontraram o seu caminho para sair das profundezas.

O homem é capaz de encontrar significado para a vida, mesmo na desesperança de situações desastrosas.

Não significa que o sofrimento é essencial para a vida. Digo que é uma realidade, e devemos aceitar, tirando disso o melhor proveito.

Tampouco devemos procurar o sofrimento pensando no crescimento que isso possa proporcionar. Na verdade, temos que aceitar o sofrimento inevitável, a perda de familiares, uma eventual dificuldade, encarando a vida com uma atitude positiva, de quem quer aprender, ajudar e evoluir.

Podemos encontrar o significado em trabalho nobre, virtuoso e altruísta, no relacionamento com pessoas, mas é o fato que não há nada mais comum na humanidade que o sofrimento, e nos cabe compreender e conviver com as situações inevitáveis.

Quando não aceitamos a dor das perdas e das circunstâncias, prolongamos indefinidamente o sofrimento, e isso pode ser tornar patológico, sugerindo a busca de ajuda profissional.

Temos que evitar a dor e o sofrimento, é esse um ímpeto natural do ser humano, mas devemos aceitar as inevitáveis adversidades, por vezes dolorosas, tirando as lições que vierem nelas agregadas.

R.S. Beco

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