Peça também pelos seus desafetos nas suas orações.

O maior exercício de humildade e desprendimento é pedir pelos seus desafetos nas suas orações. Vai perceber, ao praticar isso, uma leveza no coração, um alimento para a sua paz e felicidade. Isso vai aliviar os seus ressentimentos, que no final é veneno para você mesmo.

Sabemos o quanto é duro pedir o bem, justo para aqueles que nos fizeram mal.

Quanto mais duro sentimos a tarefa no nosso coração, é sinal do quanto é grande a carga negativa que estamos carregando desnecessariamente, e com prejuízo para o nosso bem-estar e nossa felicidade.

Não faça uma oração exclusiva para os seus desafetos.

Comece a oração pedindo pelos seus entes queridos, os amigos do peito e finalmente passe para os desafetos.

Se você começar com os desafetos, vai acabar desistindo.

Deixe o seu coração amolecer um pouco, deixe a camada de gelo derreter, para então, com muito carinho consigo mesmo, orar por quem ainda machuca o seu coração.

Não peça para o seu Deus tirar os defeitos da outra pessoa. É possível que ELE não enxergue essas coisas como defeitos. Peça que ELE ilumine o caminho dessas pessoas, e que elas sejam ajudadas a encontrar o caminho do crescimento, e que eles encontrem a graça de viver em paz.

Mesmo que você não chegue a amá-los como diz o livro sagrado, isso vai amenizar a raiva e o ressentimento dentro de si.

Vai te trazer paz e bem-estar.

É possível que você não queira ver os desafetos, falar com eles, se relacionar, mas a oração é um ato íntimo, e acontece somente entre você e o Deus da sua crença.

É também possível que você não venha mais a encontrar os seus desafetos, e eles não venham sequer a cogitar que você pediu por eles, e ainda assim, a oração vai te fazer bem.

E de quebra, se em alguma oportunidade, você puder, pessoalmente, fazer um bem a eles – faça de coração.

Beco

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