Os tempos felizes que vivemos juntos.

Os tempos felizes que vivemos, que benção. Os meus pais já se foram, mas as lembranças felizes de inúmeros momentos mágicos ficaram na minha lembrança.

Dizem que a vida não é o que vivemos, mas o que lembramos que vivemos. Eu mesmo faço um esforço adicional, escrevendo sobre os momentos, para tê-los sempre à mão.

Éramos cinco filhos e viajávamos de férias empacotados num carro pequeno.

Cantorias incessantes eram constantes nos trajetos, e quando chegava a hora da historinha infantil no programa de rádio, era um trabalhão para sintonizar.

Momento de emoção:

Mas quando dava certo, eram 30 minutos de silêncio absoluto. As histórias eram todas repetidas, mas a emoção era diferente em cada situação.

Eu era o filho homem mais velho e tive a chance de realizar inúmeras viagens de negócios com o meu pai. Ele era um conselheiro, e me lembro dos exemplos vivos que ele usava para ilustrar o que é ser bem sucedido, determinação, inteligência e carreira.

Nunca me pareceu uma conversa muito adulta para um garoto ainda no primeiro grau, embora eu faça esse julgamento inadequado quando vejo os pais de hoje e as conversas com os filhos. Muito provavelmente esteja enganado nesse julgamento que faço hoje.

Lições:

Os pais não devem subestimar a capacidade dos filhos de entenderem as lições. Especialmente aquelas relacionadas com a honestidade, o companheirismo, a lealdade, a perseverança e a resiliência.

As primeiras lições sobre sustentabilidade do planeta, eu tive do meu pai, acampado em meio à floresta do Mato Grosso, fazendo fogo para preparar o jantar. Reflexão igual eu tive assistindo o filme Dersu Uzala de Akira Kurozawa, quando o guia acampava com os soldados e preparava o jantar.

As memórias do que vivemos são muito valiosas. Especialmente quando guardam lições de vida, se transformam nas joias preciosas que guardamos na nossa arca do tesouro.

Beco

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