Os ressentimentos não são necessários.

Os ressentimentos nos incomodam simplesmente por existirem, e eles não são necessários, podemos dispensá-los.

Podemos viver melhor sem eles, e devemos fazer o máximo para que eles não nos perturbem.

Se tratarmos os ressentimentos adequadamente, eles irão definhando, sumindo de vez.

Os eventos passados que nos magoaram e as pessoas envolvidas serão relembradas sem dor, sem sofrimento.

O que te incomoda?

A primeira providência é definir exatamente o que nos ressentimos, o que de verdade nos incomoda.

Qual foi a situação? Quem me magoou? Quais foram os desdobramentos? Qual foi o dano real?

Não é sempre fácil responder estas perguntas, pois guardamos os ressentimentos sem defini-los, sem circunscrevê-los, e a penumbra acaba dificultando-nos a enxergar um caminho para se livrar deles.

Às vezes ajuda expressar a sua dor, falar do seu sofrimento para alguém, talvez um profissional.

Uma receita que vale sempre é parar de contar essa história para os outros, e principalmente para si próprio.

Pare de rememorar nos mínimos detalhes, cada golpe, cada ferimento.

Pare de reviver uma batalha amarga e dolorosa. Vire a página.

Perdão:

Perdoe os outros e perdoe a si mesmo. Não busque culpados e tire da cabeça qualquer ideia de vingança.

Não se faça de vítima e não deixe que a dor vire a sua identidade. Pare de andar com a lista dos ressentimentos pregada na testa.

Se reconecte com você antes do evento que te magoou, quando isso é possível, ajuda um bocado.

Se ligue nos momentos felizes, agora, viva a vida que transcorre hoje. Não pare de viver por conta das dores do passado.

Compartilhe a sua alegria com outras pessoas. Contagie e se deixe contagiar.

R.S. Beco

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