Os pontos cegos do autoconhecimento.

A felicidade está à nossa frente e às vezes não enxergamos. Pode estar no ponto cego da nossa percepção.

Assim acontece com o autoconhecimento. Não enxergamos muitas coisas em nós mesmos.

Não enxergamos a felicidade no trabalho, e pode estar no ponto cego.

Não vemos a felicidade em casa e saímos para a rua buscar estímulos externos – podemos estar sendo iludidos pelos pontos cegos.

Evitamos a família pois ela pode estar no ponto cego.

Humanos, são seres capazes de conhecer a si próprios, mas em muitas circunstâncias, apresentam limitações nessa tarefa.

Somos as melhores testemunhas de nós mesmos. Sabemos os motivos que nos levaram a fazer o que fizemos, mas quando se trata de julgarmos a si próprios e compararmos com os outros, fazemos um julgamento pior que os amigos e familiares, assim descreve a pesquisadora Simine Vazire.

Os outros podem ver com mais precisão alguns aspectos de nós mesmo, pois analisam com mais objetividade, explica Vazire.

Os nossos medos, inseguranças e vieses respondem por visões dispares que temos de nós próprios, e quando o julgamento é relativo, os amigos e parentes levam vantagem.

Podemos também, fazer um julgamento equivocado sobre o que nos traz felicidade, até porque fazemos muitas comparações com outras pessoas.

Outro ponto destacável, é que as outras pessoas ficam compenetradas quando nos analisam, o que fazemos de maneira dispersa quando se trata de nós mesmos.

Nós nos analisamos a partir de muitos fragmentos e não mergulhamos fundo, mas ao contrário, construimos uma visão panorâmica com os fragmentos.

Os outros fazem uma junção desses fragmentos, fazem consistências, conexões, e geralmente fazem com mais isenção.

É importante reconhecer que temos os pontos cegos e levar isso em conta para o autoconhecimento.

É importante se conhecer melhor, seja pelo lado da felicidade quanto pelo lado das realizações.

Saber o que nos motiva, nos direciona para atividades onde podemos colocar o nosso melhor, mergulhar de coração.

Saber o que nos coloca em fluxo, no conceito de Mihaly Csikszentmihalyi, é fundamental para se sentir feliz no trabalho e nas atividades produtivas.

Saber o que nos faz felizes, basicamente deveria definir a maneira como vivemos.

Gretchen Rubin postou uma vez umas dicas para se conhecer melhor.

Destaco uma pergunta interessante que a pessoa deve se fazer é:

O que você fazia nos tempos vagos, quando criança?

Isso dá uma dica do que representar o fluxo para você.

Beco

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