Olhe o passado com leveza e gratidão

Olhe o passado com leveza e gratidão

Estou no meio de uma mudança de residência. É uma ocasião em que, invariávelmente, organizamos os nossos pertences, objetos e lembranças que nos remetem ao passado.

É muito confortante vasculhar as coisas do passado e se encontrar com boas lembranças.

Fazemos isso conversando com amigos e familiares, folheando as fotografias ou assistindo os vídeos antigos e relembrando momentos mágicos vividos.

Como dizem, não somos o que vivemos, mas o que lembramos que vivemos.

Temos que exercitar a memória, até para prolongar nossa saúde física e mental.

Recorrer aos bons momentos vividos é uma boa receita para a felicidade.

O passado:

O passado deve justificar sempre uma visita saudável.

Não devemos, no entanto, morar no passado, o que pode ser doentio.

Viver no passado não nos permite usufruir do momento presente e tampouco olhar o futuro com boas expectativas e com otimismo.

Temos todos, uma tendência madura e saudável de dar um tom cor de rosa ao nosso passado, olhar com olhos mais otimistas.

A nossa busca por momentos saudáveis, evitando momentos difíceis e dolororos, faz com que os momento positivos da vida sejam mais numerosos que os negativos, e no final, fazemos sempre um balanço positivo.

Um artigo do Prof. W. Richard Walker da Universidade de Winston-Salem (escrito com outros dois colegas) aborda brilhantemente esse aspecto no artigo intitulado – Life is Pleasant – and Memory Helps to Keep it That Way – A vida é boa, e a memória ajuda que seja assim.

É uma visão científica muito charmosa sobre a questão da memória e a felicidade.

De quebra, diz os cientistas, num artigo da BBC, que as pessoas com boa memória são mais felizes, pois tem uma tendência de serem mais otimistas e assertivos.

Acabamos no dilema da galinha e do ovo.

Somos felizes e saudáveis porque temos boa memória, ou temos um bom acervo para rememorar porque somos felizes e saudáveis.

Rubens Sakay (Beco)

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