O seu bem à custa de alguém.

O seu bem não pode ser à custa de alguém. Muita já se falou do tirar vantagem dos outros, mas às vezes a coisa é bastante sutil e pode passar despercebida.

Tem a ver com honestidade, cidadania, humanidade.

Não acredito que o brasileiro tenha um DNA de tirar vantagem, dar um jeitinho para se aproveitar do outro.

Tudo isso representa um estágio evolutivo, e essas deficiências desaparecerão na medida em que a sociedade se desenvolve.

Ganha-perde:

O que acontece quando jogamos o jogo do ganha-perde? Eu vou trabalhar para o meu bem, mesmo que isso te custe alguma coisa, ou seja, o meu bem à custa de outrem.

Veja o caso do relacionamento conjugal. Nem sempre se consegue conjugar interesses e agendas para ambos, e alguém vai sair perdendo, pelo menos nessa etapa do jogo.

A intransigência, a inflexibilidade e o egoísmo podem impulsionar a pessoa para a tentativa de ganhar sempre, mesmo em detrimento do outro.

No caso de relacionamentos, isso sempre pode levar ao desastre.

No trabalho também é motivo de muitas demissões. O empregado que só vê o seu lado, acaba se tornando um problema para a empresa.

Algumas coisas que devemos experimentar para nos sentirmos sempre confortáveis em buscar uma situação ganha-ganha no longo prazo.

A empatia é a principal delas. A capacidade de se colocar no lugar do outro é o mais importante exercício para que a pessoa não enverede por tirar vantagem ou se aproveitar do outro.

No fundo, a pessoa empática vai se sentir mal de ter conseguido algo em detrimento de outra pessoa e por isso vai evitar essa situação.

Jeremy Rifkin:

Jeremy Rifkin, famoso cientista social e autor, escreveu recentemente um livro que explora a questão da empatia. Diz ele, numa visão positiva da humanidade, que estamos caminhando para a sociedade empática.

Uma excelente palestra sobre o livro foi ilustrada pela RSA.org.

A flexibilidade e a transigência são também importantes, pois te permitem aceitar alguma coisa diferente do ideal, considerando o que é o melhor resultado para todos.

Dizem outros especialistas que a comunicação plena está na raiz dessa questão. As pessoas que se aproveitam não estão se comunicando plenamente com os outros, pois não estão percebendo os sinais da vocalização, validação, empatia e espelho.

Penso que os valores humanitários mais elevados precisam crescer no coração dos indivíduos para que isso aconteça gradativamente.

Beco

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