O remédio para os outros.

Wayne Dyer conta uma história interessante, de um indivíduo que vai ao médico por conta de alguns sintomas que podem indicar algum mal. O médico examina e logo começa a escrever as prescrições das medicações. O paciente, finalmente, pega as prescrições e diz, vou levar esta para minha esposa tomar, e esta outra para a minha sogra. Você não tem uma também para o meu vizinho?

Aquilo que parece não fazer sentido algum, é exatamente o que fazemos corriqueiramente.

Esperemos que os outros melhores para que eu fique melhor.

Quero que os outros mudem seus comportamentos. Não quero tomar os remédios que me foram prescritos, pois acho que eles servem como uma luva para outras pessoas.

A culpa:

Livre-se da culpa – acho que esse remédio serve para um parente que vive se culpando.

Não inveje os outros – tenho uma vizinha invejosa, acho que vai lhe servir.

O remédio, temos que tomar nós mesmos. Não vamos melhorar se ficarmos continuamente repassando os remédios para os outros.

Tenho que me olhar nos olhos e ver que tenho o que melhorar, tenho algumas deficiências que cabe sanar.

Posso, e devo me determinar a ser uma pessoa melhor, um dia de cada vez.

A vida dá várias sinalizações de que devo mudar para melhor – tenho que abrir os olhos e o coração para perceber as sutis mensagens.

Um pequeno conflito com familiares, uma dificuldade no trabalho, um leve estresse no supermercado, tudo isso pode revelar um ponto para melhoria, e é tudo que queremos – temos que aproveitar.

O remédio pode provocar um desconforto, um efeito colateral momentâneo, mas um passo de cada vez, com determinação, a lição será aprendida e os resultados aparecerão.

Vejo hoje quanto melhorei, e não quero perder esse impulso, e manter a mente aberta para novos aprimoramentos.

Seja para me livrar da inveja ou do rancor que guardo de alguns eventos passados, quero me medicar emocionalmente, quero me curar, um dia de cada vez.                                              R.S. Beco

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