O relacionamento e o sentido.

Ao nos relacionarmos com as coisas é que estabelecemos o sentido de cada coisa.

 Isso vale para tudo, coisas materiais e imateriais. Como escreveu Antoine de Saint-Exupéry: “ o sentido das coisas não estão nelas próprias, mas na atitude que temos com elas.”

 Quando dizemos: “fulano virou escravo do dinheiro”, estamos querendo dizer que ele escolheu um relacionamento de escravidão e assim deu sentido ao dinheiro.

Outros se escravizam pela aparência – trocam de carro todo ano, só usam roupa de grife e se escravizam pelo desejo de status e posição.

Em tudo, é preciso se relacionar de maneira intensa, profunda, consciente e verdadeira, e assim dar o sentido de cada coisa na nossa vida.

Não vale a pena demonizar o dinheiro e sim a relação de escravidão que estabelecemos com ele. Quando estabelecemos um relacionamento doentio e exacerbado com alguma coisa material, o sentido e o papel que esse item acaba ocupando na nossa vida, passam a regular a nossa busca e a nossa jornada.

Quando o relacionamento é de escravidão – no exemplo que dei do dinheiro – o sentido é a prisão.

Isso vale é claro para os relacionamentos pessoais. A revista Psychology Today apresenta um artigo interessante sobre como os jovens estão mais se relacionando com coisas e menos com os sentimentos.

Na verdade, a coisificação da relação é um fenômeno acentuado entre os jovens. As pessoas são apenas links na rede social ou ainda um www.url.

A relação de dependência que criamos em relação ao computador e ao celular é algo que traz conseqüências para o sentido da rotina diária e no final das contas, para a própria vida.

 Será que as coisas vão encher a vida dessa nova geração?

Que espaço ocupará os sentimentos e os relacionamentos?

Beco

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