O que nos une.

O que nos torna iguais?

Quando damos as mãos em oração, as digitais não mais nos diferenciam, se dissolvem naquilo que nos une – na esperança de um mundo melhor – na fé de uma Força maior que nós – e na certeza de que nos tornamos uma pessoa melhor – um dia de cada vez.

Pontos em comum:

Devemos sempre nos aproximar das pessoas naquilo de bom que temos em comum.

Queremos o melhor para as pessoas.

Queremos que as pessoas carentes encontrem o seu suprimento.

Que as pessoas enfermas encontrem a cura.

Que as pessoas solitárias encontrem a sua companhia.

É algo comum à maioria das pessoas, e isso deve nos unir, nos aproximar.

O gosto pelo melhor restaurante da cidade, pela melhor roupa de marca, pelo melhor carro importado, são todos laços muito fracos para unir as pessoas – tenho dúvidas até se são laços ou grilhões.

União:

Somos unidos na bondade, na honestidade, na compaixão.

Somos unidos na generosidade, na alegria, e também na tristeza.

Somos unidos no propósito comum, na tarefa, na jornada, nas dificuldades.

Dizem que a pobreza une as pessoas e a prosperidade as divide.

Não sei se é exatamente isso, mas diria que o materialismo e a futilidade têm a capacidade de separar as pessoas, ao passo que o sofrimento a carestia e a doença, podem unir as pessoas.

Quantas pessoas você conhece, que se davam muito bem até que uma herança as dividiu e as separou.

Ouvimos e lemos inúmeras histórias de pessoas que se uniram no campo de concentração, ou no período que se seguiram às guerras.

Acredito que situações drásticas funcionam como um chamado para focarmos naquilo que realmente importa nessa vida, e o cotidiano funciona como uma venda que nos limita a tal percepção.

Importante é saber que quanto mais atenção colocamos no lado bom das pessoas, mais pessoas boas encontramos.

Rubens Sakay (Beco)

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