O que eu tenho a ver com isso?

O que eu tenho a ver com isso? Se faça esta pergunta de vez em quando.

Parece uma força quase incontrolável, mas temos esse ímpeto de se meter na vida alheia.

Nem bem tomamos conhecimento de uma notícia (fofoca) de outrem e já estamos especulando, querendo saber mais, tomar posição, criticar e deitar regras para tudo quanto é lado.

Temos que nos conter nessa inclinação quase natural. Digo natural, pois acho que não é privilégio meu detectar esse defeito de caráter em mim mesmo.

Procuro evitar, e sempre que me dou conta que estou me deixando levar por esse impulso, firmo pé e pulo fora deste jogo.

A corrente da falação:

É uma corrente de muito elos. Falamos de um, engatamos na vida de outro e logo estamos falando inclusive dos desconhecidos e até dos mortos.

Uma chamada de atenção que aplico para mim mesmo é: o que eu tenho a ver com isso?

Me faço esta pergunta, toda vez que o clima se encaminhar para o rosário de comentários da vida alheia.

Se eu não tenho nada a ver com isso, seria uma perda total de tempo e energia amarrar o burro no tronco alheio.

Quem cuida muito da vida alheia certamente está descuidando da sua própria vida, e eu não quero incorrer neste erro primário.

A vida é curta:

A vida é muito curta para desperdiçar vivendo a vida dos outros.

Será que a minha vida é tão desinteressante que eu tenho que me debruçar sobre a vida dos outros?

Acredito que a melhor maneira de se livrar desse defeito é enriquecer a própria vida permanentemente, a cada momento, em todas as nossas atividades.

Quero ter uma vida rica, plena e repleta, e para isso, devo aproveitar todo o tempo que me foi concedido, e sei que é pouco.

Tenho certeza que não vou me arrepender de aproveitar a vida quando chegar ao final dela.

Acredito que seria uma decepção tremenda saber ao final da caminhada, que tomei tantos atalhos e me ocupei com tantas coisinhas inúteis, que a caminhada ficou miúda, torta e sem chegada.

Quero chegar, quero ser feliz e quero me ocupar com as coisas que dão sentido à minha vida.

R.S. Beco

3 Comentários

Denise T. Resende Pessoa

about 5 anos ago

Bom dia Rubens, desde segunda-feira passada quando me passou o endereço de seu Blog, comecei a acessar e ler as mensagens diárias. Que projeto maravilhoso! Seus textos confirmaramo conceito que já estava formando de sua pessoa, um ser evoluído, sensível e o que mais chamou minha atenção: um pai extremamente amoroso. Estou imensamente grata pela oportunidade de tê-lo conhecido, por ouvir seus pronunciamentos mesmo que por poucos minutos em algumas noites da segunda-feira, mas recheados de tanta sabedoria. Estou praticando com meu filho a técnica que nos ensinou, valorizando-o a cada dia, acalmando o meu coração que ultimamente estava tão cheio de dúvidas. Assim como você sou adepta do afeto e amor incondicionais e não estava sabendo agir de outra forma. Cometi muitos erros durante os últimos anos e reconforta-me ouví-lo dizer que ainda há conserto. Sou grata a Deus por ser agraciada com a leitura de seus artigos diários com tantos ensinamentos e, o que é melhor, factíveis de prática, o que carece muito esta humanidade despreparada da qual eu faço parte. Farei parte de seu projeto com enorme alegria e disposição para estender para outras pessoas, levando o bem que cada um contém. Sobre o que escreveu hoje, gostaria de comentar que também faço um esforço enorme para não me envolver em comentários sobre a vida alheia, domingo mesmo fiz um exercício consciente quando uma pessoa me perguntou como estava esta casa de ladrões (local em que trabalho), em lugar de me molestar e dar uma resposta à altura de sua provocação insensível, como faria anteriormente, fiz um exercício de conter minha impulsividade e respondi serenamente: - sabe que eu não sei o que andam falando sobre o Presidente da casa em que trabalho, pois ultimamente estou aprendendo a cuidar melhor da minha vida e tenho dedicado meu tempo que é precioso à minha família, pois meu marido, minha filha e meu filho são bem mais importantes, e como você afirmou Rubens, "a vida é muito curta para desperdiçar vivendo a vida dos outros e quem cuida da vida alheia certamente está descuidando da sua própria vida, e eu não quero incorrer neste erro primário." Obrigada por suas palavras. Abraço com afeto, Denise Resende.

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Diana Mota

about 5 anos ago

Magnífico!!

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Neuza.

about 5 anos ago

Espetacular...Estou aprendendo muito.

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