O que eu quero e preciso

O que eu quero e preciso

O que eu quero pode não se o que preciso.

Às vezes a minha percepção pode estar enviesada quanto ao que estou querendo neste momento e a minha real necessidade. O hábito nocivo de querer o que não preciso é próprio de quem está anestesiado correndo na esteira hedônica. Não preciso do carro novo, e tenho que ter em conta que o cheiro de novo passa muito rápido.

Mais dinheiro, uma viagem ao exterior, um carro novo, uma casa maior, tudo isso pode não ter relação com aquilo que realmente preciso.

De repente, a minha real necessidade pode ser coragem para enfrentar um problema sério. Ou serenidade para encontrar a solução, humildade para procurar ajuda, e gratidão para reconhecer uma ajuda amiga.

Um exercício precioso é descer momentaneamente da esteira hedônica. Respire fundo e examine aquilo que realmente necessita.

O que falta:

O que está me fazendo falta neste exato momento?

O que preciso para ser feliz agora?

O efeito mais insidioso da esteira hedônica é manter a mente muito focalizada no universo enorme de coisas que eu quero. Isso não deixa espaço para perceber as poucas coisas fundamentais que eu preciso.

Quando estamos no piloto automático, focamos apenas no mundo material, nas comparações que adoramos fazer com os outros . Meu carro é mais bonito, minha casa é mais espaçosa, minha grama é mais verde.

A ciência da felicidade nos mostra que tudo isso representa apenas 10% da pizza da felicidade, e quem aposta toda a sua felicidade nessa fatia, tem uma chance enorme de ficar frustado.

Temos que fazer uma reflexão honesta sobre o que está impulsionando a nossa vida, quais projetos efetivamente trarão significado para a nossa vida, e quais projetos apenas entulharão a nossa garagem com itens supérfluos e desnecessários – sem contar os zeros que vamos acrescentar nos despositos bancários.

Faça uma lista de tudo que anda buscando, e sublinhe tudo que está no caminho do hedonismo – aí pode estar a explicação para a infelicidade.

Rubens Sakay (Beco)

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