O perdão para mim mesmo.

Tenho que abrir as portas do perdão para mim mesmo.

Parece uma coisa fácil essa coisa de perdão, mas aprendi que é cuidadosa, delicada e exige prática.

Especialmente quando falamos de perdoar a si próprio, aí então que a questão é mais trabalhosa.

Quando praticamos o perdão, perdoando outras pessoas, parece que o distanciamento e até o esquecimento do ocorrido nos facilita o desligamento.

Deficiências:

Mas quando se trata de mim mesmo, a coisa pega de verdade.

Eu conheço as minhas falhas nos detalhes, e a minha memória e a minha autocrítica não me deixam esquecer de quanto eu fui falho.

Mas sei que tenho que me esforçar para me liberar dessa carga negativa.

Não escolhemos o perdão, porque achamos um pouco difícil se liberar dos julgamentos, da prepotência e dos ressentimentos.

Sinto como se fosse um monte de coisas juntas, e fica difícil largar.

Talvez eu não saiba ao certo o que é o perdão, e nem tenha em conta o poder que ele tem de me libertar de tantas amarras que me mantém estagnado.

Não quero ser tolerante, pois sei que isso não é perdoar.

Também não quero ser condescendente, pois isso não é perdoar.

Perdoar de coração:

Quero perdoar de coração, praticando a empatia, a compaixão e a generosidade.

Quero ser bom comigo mesmo.

Quero entender que as falhas fazem parte da minha jornada, da minha aprendizagem.

Aprendi a lição e quero seguir adiante. Não quero ficar amarrado aos erros passados.

Quero me perdoar. Quero redimir-me.

Sei que não sou mal e aceito as minhas deficiências.

Mas tenho certeza que posso melhorar, um dia de cada vez.

Beco

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