O perdão e a vingança

O perdão e a vingança

A natureza nos equipou com ambas as capacidades, perdoar e revidar, ou se vingar. Porque será que a nossa mente se entretem mais com a vingança do que com o perdão? Porque é tão difícil praticar uma coisa ao passo que nos parece tão natural pensar na outra?

O nosso processo evolutivo nos moldou para nos proteger na exploração uns pelos outros, e por esse motivo, sempre pensamos em dar o troco. E por mais ilógico que seja ficar ruminando na vingança, isso é o que mais ocupa a nossa mente.

Nos parece que o mais eficiente mecanismo de solução de conflitos passa pela retaliação.

E o mais interessante é que a retaliação vem uma forma desproporcional à ofensa recebida. Uma fechada não intencional no trânsito nos parece justificar uma agressão física sem proporções.

Distância do agressor:

O desafio é se distanciar do evento e do agressor e pensar no seu próprio bem estar. O que é adequado fazer para melhorar o meu bem estar? Quando pensamos desta maneira, a agressão e o revide começa a perder o sentido.

Da próxima vez que alguém te fizer um pequeno desagrado, e a sua mente iniciar aquele turbilhão mental, reconheça imediatamente o seu cérebro ancestral querendo tomar conta da arena do pensamento. Se dê conta que você precisa tomar alguma medida para não ser pego nessa herança genética evolutiva.

Até que ponto isso é importante?

De que vai adiantar um revide nessa proporção?

Será que isso não vai complicar e piorar a minha vida?

Duas coisas que funcionam muito bem, especialmente quando experimentadas em conjunto.

Desconstrua o seu pensamento negativo com as perguntas que menncionei, e em seguida, vire a página do pensamento para uma coisa positiva. Um evento fantástico que você vai participar amanhã, ou mesmo uma lembrança recente de um acontecimento positivo.

Faça isso por você, e se puder escolher entre o perdão e a vingança, opte fortemente pelo primeiro.                                                                                    Rubens Sakay (Beco)

1 Comentário

Elielson

about 2 anos ago

Sakay, te conheci a quase 40 anos atrás, tempo que não te vejo, e naquela época já via em você o ser que é hoje. Dica: Trabalhamos na RLAM com Vianney. Um grande abraço.

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