O mundo em desordem.

Não raro olhamos o mundo em desordem, criticamos as mínimas coisas que não se encaixam no nosso conceito de perfeição.

O mundo não precisa ser colocado em ordem, parafraseando o famoso escritor Henry Miller, pois o mundo é a própria materialização da ordem.

É muita prepotência de nossa parte achar que sabemos como o mundo deve caminhar e a maneira como as pessoas devem conduzir suas vidas.

Aquilo que não compreendemos, devemos aceitar que alguma compreensão virá com o tempo, e pode não vir nunca. Nem mesmo assim, devemos achar que o nosso julgamento do que é certo e errado deve prevalecer.

Certo e errado:

Inevitável olhar o mundo com a crítica do certo e errado, bom e mau, afinal é assim que fazemos nossas escolhas, decidimos e caminhamos. Mas devemos baixar a nossa bola um pouco no nosso desejo e ímpeto para querer mudar tudo que não se alinha com o nosso senso crítico.

Especialmente com relação às outras pessoas, devemos aceitar a imperfeição de cada um, assim como aceitamos a nossa em primeiro lugar.

Tudo que acontece no mundo é como deveria ser. Os caminhos escondem lições e aprendizado que nem sempre são aparentes no momento presente. O futuro, muitas vezes, revela razões que desconhecíamos então.

Fácil encontrar defeito nos outros:

Olhamos para as famílias dos vizinhos e enxergamos ajustes necessários. Visualizamos o carro novo do amigo e já achamos defeitos que a fábrica deveria corrigir. Ouvimos o relato da carreira do outro e já notamos muitos reparos, falhas e distorções, que não fosse a incompetência do próprio e a desonestidade do empregador, nunca teriam acontecido.

Desejamos uma varinha mágica para colocar tudo na nossa ordem, como nos filmes de conto de fadas . Tudo isso é pura prepotência de nossa parte.

Muitas vezes ajuda ouvir a percepção de outras pessoas. Ouvir de coração aberto, honestamente, sem tentar rebater, contradizer ou depreciar. A opinião dos outros nos ajuda a perceber se estamos tendo uma visão distorcida da realidade.

A vontade de mudar o mundo é uma inquietação que devemos evitar, nos livrando da prepotência e da arrogância.

R.S. Beco

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