O fruto maduro apodrece.

O fruto maduro apodrece, nós já sabemos disso. Quanto mais observamos a natureza mais nos damos conta da nossa impermanência, no conceito dos budistas.

Somos passageiros, e a condição humana é passar por essa experiência da melhor maneira possível.

Olhamos a árvore com a sua copa verde e imponente, mas logo vem o outono e as folhas caem, deixando os galhos desprovidos, quase que como sem vida. Aí vem a vida, as folhas as flores e os frutos, mas nos damos conta que o fruto maduro apodrece.

O mundo em movimento:

Podemos até desejar que tudo fique como está, mas o mundo está em movimento, e assim devemos nos comportar.

Devemos nos liberar da fase anterior para usufruir da abundância da fase seguinte.

Sabemos disso quando olhamos para o nosso guarda-roupas. Temos que nos desfazer de alguns itens para abrir espaço para a entrada de novos. Quem se apega muito aos itens velhos, não vai se abrir para itens novos.

Assim é a vida. Devemos passar adiante, compreendendo profundamente o quanto passageira é a vida.

Quem já criou os filhos entende bem o que estou dizendo. Nem bem amamentamos e eles já recusam o nosso colo. Nem bem os ensinamos a se portar à mesa e eles já recusam o convite para sair para jantar.

A alegria de viver:

Isso tudo pode parecer melancólico, mas a aceitação plena da condição humana e da impermanência, nos leva a usufruir com alegria de todas as fases da vida, indistintamente.

Tudo na vida acontece como deve acontecer, os problemas inclusive.

Tudo na vida deve passar, a dor, o sofrimento, as perdas, e também as alegrias e momentos felizes.

Mas nós podemos conviver sabiamente com esse processo.

Dos problemas e sofrimento, podemos aprender as lições e nos fortalecer para tudo que vem adiante.

Das alegrias e momentos felizes, podemos guardar com carinho, a lembrança nos mínimos detalhes.

Aceite a vida, e seja feliz.                                                               R.S. Beco

1 Comentário

Sergio

about 5 anos ago

Beco, Descobri o seu blog ontem. É maravilhoso poder compartilhar com as pessoas sua busca sobre a felicidade. Espero voltar mais vezes ao seu blog. Continue escrevendo, ok? Tenho 48 anos e me sinto um pouco vazio sobre o sentido da vida e espiritualidade. Espero encontrar algumas respostas ao ler os seus textos. Me identifico muito com a filosofia budista. Quem sabe algum dia sigo ela?. Um grande abraço e fique com Deusl Sergio

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