O exercício da empatia

Exercite a empatia, e com o tempo e a prática você vai incorporar isso no seu modo de vida.

Se coloque na pele do outro. Faça esse exercício. Esta prática leva a maior compreensão das pessoas, melhora e fortalece as relações, e fortalece a própria pessoa.

O foco desta prática pode ser qualquer pessoa ou situação. Uma pessoa que sofre de alguma doença. Alguém que sofre uma perda grave seja de um ente querido, um emprego, ou mesmo algo material.

A empatia vai ajudar:

A empatia ajuda a buscar as causas dos acontecimentos e das atitudes.

Quando praticamos a empatia, não passamos imediatamente da percepção do evento para o julgamento das pessoas. Criar esse retardo no nosso pensamento nos faz pessoas melhores, mais serenas e saudáveis.

Compreendemos melhor as pessoas sejam elas do nosso convívio ou não.

Um ponto interessante é sobre a pergunta que se interpõe entre o incidente e o julgamento.

Porquê ela agiu dessa maneira?

Porquê ela disse isso?

Porque ela se irritou?

Quando nos flagramos fazendo uma pergunta desse tipo antes de qualquer julgamento, é sinal que estamos a um passo da prática da empatia.

Quando não praticamos a empatia, percebemos a ação da outra pessoa e passamos diretamente para o julgamento, sem sequer fazer qualquer pergunta. Julgamos, recriminamos e condenamos antes mesmo de compreender a circunstância.

Do ponto de vista espiritual, é importante experimentarmos um desligamento do nosso sentimento exclusivamente relacionado com o nosso corpo e as nossas sensações. A empatia faz algo nesse sentido pois buscamos sentir o que a outra pessoa está sentindo.

É a nossa emoção e a imaginação trabalhando juntas para produzirmos uma sensação muito importante, deixando de lado o julgamento, a comparação e a racionalidade.

Cito artigo do já mencionado autor Richard Layard sobre a empatia publicado no HuffingtonPost, onde ele comenta a empatia e a felicidade.

Layard diz que o homem tem uma natureza voltada para a empatia – homo empathicus, e por isso a empatia está naturalmente no caminho para a felicidade.

Jeremy Rifkin:

Cito ainda o artigo de Jeremy Rifkin que já foi páginas amarelas da revista Veja. Ele escreveu obras importantes que dizem muito sobre o futuro das tecnologias e da humanidade. É um pensador prolífico, e pessoa simpática a quem tive o prazer de ciceronear quando esteve no Rio de Janeiro há alguns atrás.

No seu livro A Civilização Empática fala sobre a nova geração, cujo comportamento evidencia a derrota do homo sapiens para o homo empathicus. Ele define uma natureza humana mais empática, engajada, consciente e direcionada para valores intrínsecos e interconectados com a vida.

Rubens Sakay (Beco)

 

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