O eu perdido.

Qual a história que você conta de si próprio?

A história tem começo meio e fim?

É uma história de sucesso?

É uma história que você gosta?

É comum, e eu já senti isso, de que não estou dando certo.

Será que eu não estou perdido nessa história do que aconteceu do que é hoje e do que será no futuro?

Temos que recontar essa história das coisas que conseguimos.

Temos que contar melhor as histórias das coisas que vamos conseguir.

As metas não alcançadas, os objetivos perdidos, tudo isso se acumula na nossa memória. Fica tudo como uma história colada numa fotografia, e nem sempre gostamos nem da fotografia nem da história.

Podemos trabalhar isso um pouco.

Eu tive decepções na minha carreira, e os eventos ficaram gravados na minha memória como uma coisa negativa, histórias mal acabadas e pessoas que me prejudicaram.

O resultado disso é sem sombra de dúvida, o rancor, o ressentimento, e culpa.

Nunca me senti bem carregando esse fardo desnecessário e inútil.

Tenho buscado sempre reescrever essa história de outra maneira, de modo que me mostre uma lição, um aprendizado.

Procuro nessa nova versão da história, ver as pessoas, como que numa penumbra – estavam lá, mas não consigo reconhecê-las.

Hoje sei que esse processo é de transição e amadurecimento, e isso é fundamental para a felicidade.

O amadurecimento me permitiu ver melhor que eu sou e quem eu quero ser.

Vejo que é comum as pessoas não gostarem das pessoas nas quais estão se tornando. Não é novidade que a auto-estima esteja tão baixa.

Por outro lado, está faltando a reflexão de que pessoa ela quer se tornar.

Quem é o eu que vou gostar de me tornar?

Quanto corremos atrás de objetivos que não são nossos, vontades alheias e preferências ditadas pela mídia, estamos desperdiçando a oportunidade única de se tornar alguém que vai gostar de ser.

Beco

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