O estresse que criamos.

Padecemos com o estresse que criamos nós mesmos. Temos muito tempo vago para inventar maneiras de infernizar a vida dos outros e a nossa própria.

Temos que fazer aquela pergunta toda vez que estamos prestes a criar um evento de estresse: até que ponto isso é importante?

Muita coisa sem qualquer importância, acaba se transformando num cavalo de batalha por conta do nosso comportamento explosivo.

O mundo é perigoso, às vezes. Por outro lado, temos uma tendência ancestral, que está no nosso DNA, de ver mais perigo do que realmente existe.

Nos estressamos com os outros:

As pessoas podem nos representar ameaça? Isso raramente, mas tendemos a nos estressar com as pessoas, como se pequenos maus tratos fossem desembocar em sérias agressões físicas para nós e para toda a nossa aldeia(família).

Esse tempo já passou há alguns milhões de anos, mas o nosso cérebro reptiliano insiste em chamar atenção para isso, como nos ensinou o Dr. Robert Sapolski, professor da escola de medicina da Universidade de Stanford, no seu célebre livro “Porque as Zebras Não Têm Úlceras?”.

A coisa vai ficar feia. Não vai não.

O pior vai acontecer. Não vai acontecer nada de errado.

Eu vou ficar em maus lençóis. Saiba que se complicações aparecerem, você vai ter a capacidade de resolver.

A mania que criamos de fazer tempestade em copo d’água, pode representar um risco à saúde no longo prazo.

O organismo precisa estar alerta para viver atento a tudo que acontece, e para isso precisamos do estresse saudável.

Por outro lado, o estresse negativo, quando presente de maneira crônica no indivíduo, provoca efeitos danosos, que temos que conhecer para evitar.

A saúde:

A falta de sono, má digestão, irritabilidade, intestino desajustado e mesmo baixo desempenho sexual são alguns dos sintomas que temos que atentar, pois podemos estar alimentando um estresse, e é bom atacar na raiz.

Muitas vezes precisamos procurar um profissional, e não devemos evitar quando for o caso.

No seu cotidiano, coloque atenção nos sintomas, e ajuste o seu comportamento e atitude para que o estresse diminua.

No inglês, há uma diferença de palavras entre o bom e o mau estresse – eustress (bom), distress (mau).

O estresse bom é aquele que sobe a adrenalina e nos coloca em movimento para a consecução das nossas empreitadas. Precisamos dele para viver e para sobreviver.

O mau estresse é aquele desnecessário e nocivo, pois nos mantém em alerta para o perigo que não existe, e continuadamente, desregula o organismo para reagir ao perigo. No final acabamos com toda a máquina desregulada, é não é bom.

Cuide da sua saúde e não alimente o estresse, seu e dos outros.                                                   R.S. Beco

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