O equilíbrio da vida.

Procure o equilíbrio da vida, a harmonia em tudo que faz. Os extremos costumam ser perigosos.

Não seja radical nem cabeça dura. Um pouco de flexibilidade é essencial para navegar pelos mares da vida.

Nem tudo necessita de ferro e fogo, e paz e amor podem não ser apropriados quando tratamos de uma crise braba.

Quando assumimos posições radicais estamos sempre sujeitos a conflitos inesperados, pois os extremos, ao contrário do que acontece com os imãs, podem se repelir ruidosamente.

O melhor é o caminho do meio, do equilíbrio, da moderação.

O quilíbrio:

Não devemos depositar todos os ovos numa mesma cesta, e isso implica em evitar confiar num único caminho, num único projeto, numa única pessoa. O equilíbrio nos convida para uma variedade, uma riqueza de opções, uma vida abundante.

Assim como é arriscado se alimentar de um único nutriente, e o preparo físico é em grande monta beneficiado quando variamos os exercícios, a vida deve mostrar esse ecletismo em tudo, e assim a jornada fica mais animada e o caminho mais colorido.

Muitas pessoas depositam todas as suas fichas num único projeto de vida, casamento, criar os filhos, trabalhar na empresa dos sonhos. Quando o único projeto começa a fazer água, a vida perde o sentido. O efeito pervasivo faz com que outros os aspectos da vida se contaminem.

Mesmo quando tratamos das economias domésticas, temos que pensar no equilíbrio. Gastar demasiado vai nos colocar rapidamente na lista dos devedores arriscados. Poupar tudo e não gastar nada, inspira aquela típica frase– não se esqueça que caixão não tem gavetas. Para onde vamos, o acúmulo financeiro não terá valor.

Ou seja, tanto um extremo quanto outro vai nos levar à miséria.

Uma vida muito arriscada pode nos levar dessa vida muito cedo. Por outro lado, uma vida totalmente previsível, sem risco nenhum, pode nos tirar completamente a emoção de viver, e o que resta da vida perde o sentido.

Uma vida sem limites pode representar um risco para outras pessoas, e podem querer nos colocar numa prisão.

Por outro lado, uma vida com muitos limites, já é uma prisão em si mesmo.

Seja feliz no equilíbrio. Desfrute da alegria quando ela vier, e aceite a dor quando for inevitável.

R.S. Beco

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