O desejo de ajudar e o desejo de modificar.

Tenho que controlar esse desejo de controlar as outras pessoas.

Quando temos arraigado esse sentimento de que eu sei o que é certo, a própria ação de ajudar é também uma ação de controle.

Não devo querer mudar as outras pessoas.

Devo me preocupar em mudar a mim mesmo. Devo me empenhar em ser uma pessoa melhor a cada dia, e deixar que cada um trilhe o seu próprio caminho.

Perfeccionismo:

Toda vez que nos empenhamos em ajudar os outros, devemos nos policiar para não cruzar a linha do controle.

Isso denota um perfeccionismo – eu sei o que é certo.

É um sinal de prepotência, mesmo que venha travestido de altruísmo e generosidade.

O perfeccionismo é uma tortura que infligimos a nós mesmos.

As coisas que não conseguimos controlar, ou sequer devemos tentar controlar, temos que aceitar tal qual é.

Mudar a nossa percepção de como vemos as pessoas e as coisas, nos ajuda enormemente a aceitar o mundo tal qual ele é.

Quando desistimos de controlar o que está fora do nosso controle, nos tornamos pessoas leves e mais agradáveis.

Crescimento pessoal:

O mais importante é que isso abre as porteiras para o nosso crescimento pessoal.

Dizem que tentar controlar os outros é como tentar passar por uma parede. Acreditamos que podemos e damos com a cara no concreto duro. Caímos, nos levantamos e estamos nós novamente quebrando a cara na parede dura.

Desde que saímos dos primeiros períodos da infância e adquirimos autonomia, caminhados, comemos sozinhos, pedimos o que queremos, estamos tentando controlar tudo, dirigir o mundo ao nosso sabor.

É um sinal de maturidade, perceber que não conseguimos controlar tudo e que o mundo é imprevisível em muitos aspectos.

Mais do que isso, não conseguimos controlar as pessoas.

Essa maturidade é essencial para focalizar a atenção naquilo que consigo controlar, assim como nos ensina a oração da serenidade.

Beco

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