O apego ao que somos.

Quando nos apegamos demasiadamente ao que somos hoje, nos afastamos da possibilidade de ser a pessoa que desejamos ser.

Temos que crescer e evoluir, mas para isso temos que abandonar alguns defeitos que temos hoje.

Os defeitos funcionam como os sapatos velhos, confortáveis e perfeitamente ajustados a nós mesmos. Temos uma dificuldade de abandonar, nem tanto pelo apego, mas já nos acostumamos à pessoa que somos.

Especialmente com a idade, desenvolvemos a atitude de que: “estou muito velho para mudar”.

Mas isso não acontece só com os velhos, pois muita gente envelhece ainda jovem, mente fechada, intolerância e teimosia.

Manias:

Devemos nos desapegar das nossas manias para assimilar coisas novas, mais adequadas, e mais evoluídas do ponto de vista espiritual.

Passamos boa parte de nossas vidas corrente atrás de algum conforto material, mas chega a hora que isso tem que se abrandar. Não precisamos acumular riqueza, pois para onde vamos, isso não vai fazer qualquer diferença.

Nos apegamos ainda às vaidades, status e reconhecimento. O ego tem uma força tremenda, e temos que evitar essa escravidão.

Acho que a idade nos deixa mais próximos das pessoas, genuinamente, do fundo do coração. São os mecanismos da maturidade, e temos que reconhecer que estamos sendo chamados para uma atitude mais apaziguada, generosa e altruísta.

Futilidades do cotidiano:

Não se trata de largar tudo e morar debaixo da ponte, mas passar a se preocupar mais com causas nobres, se desapegando das futilidades do nosso cotidiano.

Somos seres em renovação, melhorando um pouco, um dia de cada vez.

A satisfação de ver que crescemos espiritualmente nos traz uma paz enorme.

Temos que valorizar a pessoa que somos, mas, desvestidos do apego, devemos olhar com mais carinho para a pessoa que desejamos ser. E se a pessoa que você é, e a pessoa que deseja ser são exatamente as mesmas pessoas, é sinal de que você parou no tempo.

Acorde para o seu crescimento pessoal.                                                                                               R.S. Beco

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