No fim você está só.

Estava ontem de madrugada assistindo a entrevista do Reynaldo Gianecchini na televisão, falando sobre o processo da luta contra o câncer e o seu momento de volta à vida.

Diz ele que a doença foi uma das coisas mais importantes que aconteceu na sua vida.

Nessa fase dolorosa da vida, ainda que acompanhado permanentemente pela família e o carinho de todo mundo, diz ele – no fim você está só.

Estar só não quer dizer estar abandonado.

Crescimento:

Nos momentos duros dessa experiência de superação, você está só nesse processo de crescimento pessoal.

É você, a sua crença espiritual e a sua força interna para poder assumir que cada experiência, ainda que dolorosa, deve ser vivida intensamente.

Assim ele fez, absorvendo cada momento, admitindo que passaria por tudo isso fortalecido.

Diz ele que foi uma fase de se voltar para a espiritualidade e de se conectar consigo mesmo.

Sentido:

Qual o sentido da vida, ele se perguntou.

Estamos aqui para aprender a amar, concluiu.

O amor genuíno, de doação e livre de julgamento é que temos que desenvolver.

Ele diz que aprendeu a se interessar mais pelo ser humano, a olhar olho no olho.

Algo muito interessante que disse ele, é que quando você entra num processo intenso de crescimento pessoal, você pode querer que as pessoas que te cercam estejam na mesma página, aprendendo as mesmas coisas, mas você descobre que está só.

Aí pude entender o que ele disse logo no início.

O nosso caminho é o nosso caminho.

Cada um tem o seu e não devemos nos meter em dar palpites no caminho dos outros.

Beco

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