Nem tudo é o que parece.

A vida é como uma porção de camadas finas que escondem um conteúdo profundo, e temos que ficar atentos para não achar que aquilo que vemos é o que é. Nem tudo que parece, é a realidade.

Acordamos de manhã, e começamos a correria, filhos na escola, recomendações para as tarefas de casa, ir ao trabalho, planejar as reuniões já no caminho, e nem na hora do almoço temos sossego para saborear a vida.

A vida real está embalada nesse papel fino, muitas vezes colorido, mas a vida não é o papel que recobre. Temos que nos dar o tempo para desembrulhar e usufruir do conteúdo.

Nem tudo é o que parece, e isso vale especialmente para os pacotes feios, os eventos tristes da nossa vida.

Muitas lições:

Se colocarmos atenção redobrada, vamos ver e entender que o conteúdo é repleto de significado, lições e aprendizagem.

Debaixo dessa capa tem uma inteligência, ou podemos dizer, um significado, uma lógica que explica profundamente tudo que somos e porque estamos aqui.

É como olhar uma mesa antiga de madeira, e o verniz desgastado. Debaixo dessa fina camada, resta uma madeira centenária, uma realização da natureza, um milagre.

Assim é a vida, um milagre em todos os aspectos, um fenômeno repleto de significados.

Temos que ter a capacidade de abstrair da correria do cotidiano, de vez em quando, e mergulhar nesse universo de significados, pois assim, estamos num caminho mais provável de esbarrar, com frequência, na felicidade.

Beleza da vida:

Os olhos distraídos por tanta superficialidade, materialismo e egoísmo, perdeu a capacidade de enxergar a beleza da vida.

A amargura da vida pode estar simplesmente, em abdicar do direito de sentir o sabor.

Quando somos impedidos de saborear a vida, momentaneamente quando nos abalamos com incidentes dramáticos, nos sentimos como que a vida perdesse, de repente, o significado.

Temos que nos permitir viver plenamente, gratos pela abundância de tudo que nos é oferecido.

R.S. Beco

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