Não tenho que me sentir culpado.

Sei que não que me sentir culpado por tudo que acontece.

Quando olhamos para os nossos erros do passado, temos uma tendência natural, mas equivocada, de julgar a si mesmo com enquadre e a perspectiva atual.

Somos hoje, diferentes do que éramos no passado quando eventualmente falhamos ou não fomos capazes de dar o melhor encaminhamento aos problemas da época.

Escreveu Paulo Coelho para o G1 em 21 de maio de 2013:

Paulo Coelho:

“evidente que precisamos melhorar a cada dia; a luta para superar nossas dificuldades faz parte da condição humana. Mas uma coisa precisa ficar clara: o que conseguimos hoje teria sido impossível conseguir ontem. Quando estamos diante de uma conquista, nos culpamos: -como não pensei nisto antes? Ou então: – por que sofri tanto por uma coisa que já podia ter resolvido há alguns anos?

Não se iluda: todo problema, depois de resolvido, parece simples. Saiba que uma grande mudança de comportamento tem como base uma série de pequenas vitórias que passaram despercebidas.

Valorize as pequenas vitórias:

E ao invés de culpar-se pelo fato de que demorou tanto tempo, alegre-se por saber que terminou chegando.”

Acredito bastante nessa observação de Paulo Coelho, pois nada é tão direto e evidente quando a solução de um problema, depois que ele é resolvido.

Tudo é óbvio depois que acontece, mas quando estamos lá, no meio do turbilhão tentando distinguir o que é possível fazer e o que é fruto da nossa imaginação doente e sofrida, nada é óbvio, e nem tudo é assim claro como a água da chuva.

Por isso mesmo, e por tantas outras razões, temos que acreditar que não estamos sozinhos nessa jornada, e que há um Deus, aquele da nossa crença, que é capaz de enxergar e apontar o caminho.

Estamos nessa vida para aprender as lições, tornar-se uma pessoa melhor a cada dia, e passar adiante aquilo que aprendeu.

Somos hoje mais experientes e maduros, e olhamos os problemas com mais serenidade, mas foi preciso muitos tropeços para chegar até aqui, vivo, ileso, e uma pessoa melhor.

A vida não é uma equação aritmética de dois mais dois é igual a quatro, e os fatores intervenientes são muitos, e os resultados, muitas vezes imprevisíveis.

Mas depois da tempestade, tudo fica bem. Alguns arranhões, umas ataduras, muitas lições aprendidas para contar e passar adiante.

Acreditar nesse processo de aprendizagem afasta a culpa que por vezes sentimos.

R.S. Beco

1 Comentário

Denise T. Resende Pessoa

about 5 anos ago

Bom dia Rubens, Interessante que me angustio algumas vezes e não é por olhar com culpa para o passado, é para o presente, com a horrível sensação de que estou empurrando um problema com a barriga, sem conseguir tomar uma atitude, sem saber como resolver. Tenho a consciência que estou construindo meu futuro agora, como você disse outro dia, enquanto penso, decido e ajo, mas sinto-me imobilizada diante de algumas situações e me questiono: - será medo, insegurança, imprevisibilidade? Mas quem é que tem certeza se vai acertar antes de agir? Poucos conseguem ter discernimento para tomar uma atitude com mais segurança, quase sempre temos muitas incertezas. A dúvida atrapalha muito, sei que preciso me manter em movimento e aqui vou eu, continuando minha caminhada, tentado aprender a ser perseverante e paciente. Queria ser mais otimista, ter a certeza que você tem de que o futuro é maravilhoso e que tudo vai dar certo. Como eu queria! - Será falta de confiança em Deus, ou em mim? abraço de gratidão, com afeto, Denise Resende

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