Não tenho as respostas

Não tenho as respostas para todas as minhas dúvidas. Me pergunto às vezes porque algumas pessoas padecem e lutam tanto. Mesmo quando demonstram um caráter irreparável, encontram sempre um caminho íngreme e espinhoso.

Não tenho as respostas, mas de tudo que sei, fica a impressão de que as dificuldades mais extremas são colocadas diante de pessoas mais capazes, mais fortes e resilientes, enfim, pessoas que darão conta da empreitada.

Se as maiores dificuldades do mundo fossem colocadas na mão de pessoas fracas, nunca teríamos nos livrado da escravidão, da tirania e da ignorância.

Quando as dificuldades em tamanho encontram a fortaleza de pessoas de bem, podemos ter o fim do apartheid, o fim da discriminação racial e da guerra.

Se sentir rico:

Antigamente olhava para cima e perguntava porque eu tinha tão pouco, mesmo me dedicando tanto.

Hoje sei que rico não é quem tem muito, mas quem precisa de pouco.

Continuo com muito pouco e sou feliz, não porque sou conformado, mas porque aprendi que encontramos a felicidade com mais frequência quando caminhamos leve, sem muita carga.

Assim como aquele que caminha a pé pela estrada e se permite sair uns metros e apreciar a natureza, beber a água fresca numa fonte pura e cristalina, enquanto o outro viaja com o seu caro, luxuoso e pesado veículo que só trafega em pavimento sólido e uniforme.

A flexibilidade exige leveza, e aquele que é muito rígido nos seus conceitos acaba por engessar o próprio caminho.

Me conformei em não ter todas as respostas e também a não fazer tantas perguntas.

A vida é boa, e aprendi, vivendo sem complicações, que devemos aproveitá-las todos os dias.

Não há dias bons e ruins totalmente. O que é bom tem algo de ruim e vice-versa.

R.S. Beco

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