Não somos o que fomos.

Não sou mais aquele garoto que fui um dia.

Hoje, ao completar sessenta anos me dou conta da pessoa que me tornei.

Ainda conservo muito daquilo que fui um dia, um garoto alegre, falaz e divertido.

Mas reconheço que mudei.

Aquilo que tenho de bom, tento conservar.

Minha jornada:

Aquilo que acho ruim, tento consertar.

Essa é minha jornada, uma busca em ser uma pessoa melhor, um dia de cada vez.

Faço hoje uma revisão dos sessenta anos e imagino o que será o trajeto daqui pra frente.

Releio hoje a Prece do Comodoro, que incluí em postagem há tempos atrás.

Estou envelhecendo, mas não quero incorrer no risco corriqueiro de me tornar um velho chato.

Quero ver o bem na vida, em todos os estágios.

Quero me tornar uma pessoa razoavelmente boa.

Quero passar as próximas décadas aperfeiçoando mais o ouvido e o olhar generoso, ao passo em que procuro aplacar a vontade de falar e de dar uma de sabichão.

Quero me desapegar cada vez mais da mesquinhez e da arrogância.

Quero preencher o que sou com a abundância da vida, que com a ajuda de uma Força Superior, tenho podido apreciar.

Espero aliviar o meu coração, mais e mais, dos sentimentos nocivos e da maldade.

Quero que os meus pensamentos sejam descarregados da prepotência, da ganância e do materialismo.

Sei que é muito para trabalhar nesse meu caminho do crescimento, mas sei também que não preciso fazer tudo num único dia, num único ano.

Só por hoje, quero refletir no que passou e no que está por vir, entendendo a minha responsabilidade nas minhas escolhas e decisões.

Sei que consigo, e basta persistir, um dia de cada vez.

Tenho a confiança de que cada vez que olhar para o que sou e o que fui, poderei sentir a satisfação de ter percorrido um trajeto repleto de lições, aprendizagem, realizações e felicidade.

Beco

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