Não somos mais os homens das cavernas.

Aprenda a lidar com os instintos.

A maioria dos nossos instintos ancestrais está ligada à sobrevivência numa época onde o homem tinha que gastar muita energia física para acumular alimento para um único dia.

Hoje, vamos ao supermercado e acumulamos um montão de calorias que sequer precisamos, e o pior, comemos isso tudo.

A máquina humana sabe que a fartura energética é entremeada por períodos de carestia, e por esse motivo armazena tudo que sobra na despensa energética, os pneuzinhos que você reconhece quando aperta o cinto e sobra muita coisa pra fora.

As habilidades necessárias a uma vida saudável hoje em dia são diferentes daquela época. Muitas daquelas desenvolvidas ancestralmente perderam a importância, e outras novas ganharam valor.

O medo do escuro nos protegeu dos ataques dos animais quando vivíamos nas cavernas. A tensão e vigília quando a noite chegava era uma característica transmitida nos genes por milhões de anos.

A raiva, a beligerância e o estresse nos mantinham vivos e nos tornavam capazes de procriar e passar adiante os nossos genes.

Hoje em dia, habilidades como a resiliência, a empatia, a persistência, a generosidade e a comunicação são mais valiosas que aquelas habilidades ancestrais alimentadas pela força: a vaidade, o orgulho e a vingança.

Como bem explica Jonathan Haidt no livro: Uma vida que vale a pena – nós somos condutores de um elefante que somos nós mesmos. Muitas vezes imaginamos conduzindo o elefante, com a razão, a inteligência e o bom senso, mas somos iludidos pelo elefante que nos leva para onde quer.

Entender essa simbiose do condutor e do elefante é importante para estabelecer o equilíbrio.

1 Comentário

Eli Lima

about 7 anos ago

É, nosso imaginário, muitas vezes, não tem compromisso com a realidade. A lógica é outra. Obrigada pela contribuição! Fique bem.

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