Não se deixe consumir pela raiva

Não se deixe consumir pela raiva

Temos muitos motivos para sentir raiva, é uma coisa natural que vem lá de dentro do nosso ser ancestral. No entanto, temos que atentar para o fato que a raiva pode consumir a própria pessoa, e temos que fazer alguma coisa para evitar.

É um mal que infligimos a nós mesmos, e fazemos mal ao ambiente e às pessoas à nossa volta.

Nos ensina Thich Nhat Hanh em seu livro “Aprendendo a lidar com a raiva”,que os pensamentos positivos e negativos são parte da nossa natureza orgânica e por isso, não devemos permitir que uma batalha se trave dentro de si entre o bem e o mal.

Pensamentos negativos:

Devemos, no entanto, aceitar os pensamentos negativos também, mas transformá-los e usá-los de maneira adequada.

A raiva, que é a manifestação dos pensamentos negativos precisa ser transformada, e a meditação e a respiração consciente.

O monge nos chama a atenção para o caso de uma tempestade, que parece ser uma coisa ruim e assustadora. Basta subirmos acima das nuvens, constataríamos que o sol está sempre lá.

Conta o monge, que quando estamos passando frio no nosso quarto, ligamos o aquecedor, e gradativamente vamos sentido o calor acolhedor. Não é preciso expulsar o frio para receber o calor, na verdade o frio será abraçado pelo calor, e assim fazemos com os pensamentos negativos e positivos.

Serenidade:

Uma ilustração poderosa que apresenta Hanh, é o que observamos numa árvore em meio a uma tempestade. Observamos especialmente os galhos mais altos, imaginamos a fragilidade dos galhos, dançam ao sabor dos ventos ameaçadores e que eventualmente se quebram.

Quando descemos o olhar para o seu tronco, ereto e impassível, sentimos a força e a serenidade.

Assim se passa conosco. A nossa mente, lá em cima do nosso corpo, é sujeita imediatamente a qualquer ventania, e portanto, devemos descer para a região do nosso abdômen, do nosso umbigo e sentir a estabilidade necessária para passar pela tempestade – assim se processa em grande parte a respiração consciente.

A raiva tem muito a ver com a necessidade de controlar o mundo.

A hostilidade que emana da raiva vem da não aceitação de mudanças, ou coisas contrárias à sua vontade.

A inflexibilidade, o perfeccionismo e a prepotência estão na raiz da raiva.                                                                                                                     Rubens Sakay (Beco)

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