Não se coloque tão ocupado

Não se coloque tão ocupado ou sinta que não tem tempo para nada, pois assim vai perder o sabor da vida.

Um experimento científico muito comentado é aquele realizado por Darley & Batson na Universidade de Princeton, intitulado de Jerusalém para Jericó. É sobre a predisposição para a bondade quando estamos apressados ou não. O resultado é que quando não estamos apressamos estamos seis vezes mais dispostos a sermos bondosos. Isso porque estamos atentos para as pessoas necessitadas à nossa volta.

Bom Samaritano:

O ensaio foi inspirado na Parábola do Bom Samaritano, aquela que Jesus contou para inspirar a compaixão para com os necessitados. O experimento se resumia ao seguinte: estudantes atenderam a uma palestra sobre educação religiosa, ouvindo sobre a importância de ser generoso e altruísta. Ao sair da palestra, o estudante dá de cara com uma pessoa necessitada que pede por uma ajuda. Os estudantes saíram de uma palestra para outra, alguns apressados e outras não. As pessoas que saíram apressadas para o compromisso seguinte, mesmo sensibilizadas pelo tema da generosidade, não enxergaram o necessitado. As pessoas que saíram com tempo suficiente, pararam numa taxa seis vezes maior para ajudar o necessitado.

Muito ocupado:

Não se sinta tão ocupado, tão importante, tão apressado, e a vida vai te parecer mais abundante.

Mesmo conscientes da nossa natureza benevolente e da importância de ajudar ao próximo, a pressa contumaz tira o nosso foco para os detalhes da vida. Ficamos cegos para a necessidade dos outros.

Temos que aliviar um pouco a nossa agenda, deixar uma folga para apreciar a vida, pois mesmo estando conscientes e sensibilizados, a pressa tira o foco da nossa natureza bondosa e tira também a beleza da vida.

Quem ajuda também é ajudado de maneira amplificada, e não podemos perder a chance de exercitar.

Não podemos fazer, como na parábola, onde pessoas religiosas e sensibilizadas fizeram vistas grossas para o necessitado.

No experimento de Princeton, mesmo os mais religiosos, quando apressados, passaram desapercebidos pelo indivíduo em penúria.

A conclusão do estudo de Princeton é que mais do que a nossa crença religiosa e a consciência de que podemos e devemos ajudar os necessitados, precisamos nos permitir fazê-lo. Precisamos abrir espaço na nossa agenda para que a percepção dos necessitados aconteça.

R.S. Beco

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