Não se apresse em julgar as pessoas.

Não se apresse em julgar as pessoas.

Não saia apressado formando juízo sobre os outros com a facilidade com que olha para o relógio de pulso e diz as horas.

Faça como alguém que anda com o relógio de pulso sempre desregulado e tem consciência disso.

Quando alguém lhe pergunta as horas – diz – mas alerta que pode estar errado – não tem certeza.

Ande com o seu relógio do julgamento sempre conscientemente descalibrado.

Coloque atenção no julgamento:

Preste atenção o quanto julga os outros motoristas no trânsito, as pessoas no supermercado, os colegas do trabalho, os familiares.

Procure atenuar o seu ímpeto julgador e vai se sentir melhor.

Esteja certo que essa é uma característica humana, todos nós somos um pouco assim.

Queremos distinguir dentre as pessoas que encontramos e conhecemos, aquelas que se parecem mais com a gente e portanto gostamos. Discriminamos e enquadramos aquelas outras que não se parecem com a gente e pensam diferente como um grupo que temos que segregar e manter distância.

Preste atenção imediatamente quando o julgamento acontece. Apenas preste atenção. Perceba o preconceito e a crítica exacerbada que está impregnando o julgamento.

Depois de perceber, não lute com ele como se fosse uma questão de vida ou morte. Não se recrimine e nem se ache um verme, uma pessoa desprezível. Simplesmente perceba e deixe que esse julgamento abandone serenamente a sua mente.

Deixe ir os pensamentos negativos sobre determinada pessoa.

Se precisar de uma ajuda extra, procure na sua memória alguma coisa positiva sobre essa mesma pessoa para atenuar o seu impeto crítico.

O comportamento vai se tornar um hábito e vai te tornar uma pessoa mais focada em si mesmo e menos nas qualidades ou defeitos de outras pessoas.

Rubens Sakay (Beco)

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