Não quero outra vida.

Aceito a vida que tenho.

Não tenho posses e nem sou celebridade. Sou uma pessoa bem comum, de uma família comum, com amigos comuns.

Não vivo no luxo, embora não me falte nada, até porque tenho expectativas bastante modestas quando se trata de bens materiais, conforto e status.

Tenho problemas como todo mundo e tenho que trabalhar como todo mundo, e aceito cada aspecto da minha luta.

E com tudo isso, seja o bem ou o mal, perdas e ganhos, aceito a minha vida completamente, e não quero outra vida.

Vida abençoada:

Não quero outra vida porque fui agraciado com tantas coisas que nem mesmo pedi.

Tive sempre ajuda quando precisei, e nunca, em nenhum momento tive que enfrentar os meus problemas sozinho.

Quando me veio aquela sensação de abandono, como se o desastre estivesse próximo, olhei para cima e tive a iluminação para enxergar o que havia para ser enxergado.

Por tudo isso, o desespero nunca me abateu, o passado deixou de me assombrar e o futuro parou de me amedrontar.

Olho para a vida com otimismo e sou imensamente grato por cada pequena coisinha que me foi agraciada.

A vida é um presente:

A vida é um presente, e em si só, é uma caixa de surpresas. Não peço e nem espero e sou abençoado com tantas graças.

As coisas boas vão passar, assim como as coisas ruins. Sei que nada é permanente e eu aceito isso.

Não devo mostrar timidez para aproveitar com galhardia cada momento de alegria e satisfação, assim como não devo me abater frente às dificuldades que porventura aparecerão.

Me lembro de ver os meninos maravilhados com o ovo de Páscoa que vinha com algum brinquedo dentro.

Um presente dentro do presente, e assim percebo a vida em tudo que ela me oferece.

R.S. Beco

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