Não procure parecer, procure ser.

Acontece às vezes de estarmos empenhados em parecer alguma coisa.

Queremos que os outros pensem que somos, que temos, que podemos.

Tudo isso alimenta apenas uma energia superficial, volátil e temporária, além de uma imagem superficial, um verniz que sai com a primeira chuva.

A felicidade precisa ser alimentada por algo mais profundo, mais duradouro, mais sustentável.

Procure ser, sem querer parecer tanto.

Você já é, e precisa descobri.

Quem se concentra naquilo que não é, vive sempre a síndrome do: “vão descobrir que eu sou um impostor”.

Esse comportamento pode ser estimulado pela comparação excessiva que fazemos com os outros, e a necessidade de imitar as outras pessoas, seja porque são ricas, porque são populares ou porque achamos que são mais bonitas ou mais elegantes.

Seja autêntico. Seja você mesmo, com todos os talentos que você tem, e que eventualmente ainda não sabe que tem.

Não corrompa o seu eu original, deixe de lado a inveja.

Quando crianças, pouco nos preocupamos sobre o que os outros pensam. Não pensamos em parecer, embora os pais nos vistam como bibelôs de vitrine – não nos damos conta.

Não sabemos o que está na moda ou o que combina com o que.

Nos todos nascemos reais e autênticos. Em algum momento, algumas forças sociais nos impulsionam para a aparência e a falsidade.

Sem que percebamos, passamos a dar muita importância aos outros e pouca importância ao que realmente somos.

Praticamos a imitação em busca de aceitação.

Mas podemos ser aceitos assim como somos – autênticos.

E isso pode ser a melhor descoberta.

Muitos preferem copiar os outros, fingir, falsear, pois acham muito difícil mergulhar em si próprio.

Outro ponto importante é que falsos comportamentos também atraem falsos relacionamentos.

As pessoas percebem os falsos e se ligam nos falsos, e aí somos presas fáceis para a esteira hedônica .

Dizem que devemos examinar o que damos valor. Será que damos menos valor aos amigos que um monte de aço, com pés de borracha?

Beco

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