Não preciso procurar defeitos nos outros.

É um defeito difícil de livrar, esse de olhar para os outros como quem olha para o jogo dos sete erros.

Tem algo errado com ele. Será o nariz, será a barriga?

Ela é gorda e feia. Ela tem um andar desajeitado. Olha só que cabelo horrível.

Não temos qualquer necessidade de encontrar defeitos nos outros.

Enxergar:

Isso não contribui para nada na nossa vida, e pior que isso, isso embota a nossa visão para enxergar aquilo que realmente nos diz respeito, o nosso crescimento pessoal.

Enxergar aquilo que podemos consertar em nós mesmos, isso sim é importante.

Temos que para isso, apaziguar o nosso senso crítico, que pode estar querendo ver os outros como feios e defeituosos, como se isso pudesse, automaticamente, consertar os nossos próprios defeitos.

Temos que desligar esse ímpeto de julgar tudo que se passa, especialmente com as outras pessoas.

Estamos na fila do banco ou no supermercado, julgando o cabelo da outra pessoa, a roupa, os modos e até o que está no carrinho de compras.

Queremos logo criticar tudo que vemos, e faríamos isso todo momento, não fosse o papel ridículo que faríamos.

Estamos com isso nos escondendo de nós próprios.

Estamos fechando os olhos para os nossos defeitos.

Estamos nos esquecendo do nosso próprio caminho.

Senso crítico:

Tem gente que acha que esse senso crítico nocivo é um sinal de inteligência e perspicácia.

Na verdade você pode estar focalizando a sua atenção na análise e julgamento de coisas totalmente irrelevantes, deixando passar as coisas fundamentais.

É como se preocupar com a formiga que passa, deixando passar o elefante pelas suas costas.

Um bom exercício para acabar com essa mania de olhar os outros como seres defeituosos, é identificar em si próprio um defeito para cada um que você encontra na outra pessoa.

É um jogo de empate – matching game.

Você tem sempre que empatar esse jogo, e isso vai impor uma dificuldade tal, que pouco a pouco esse costume feio vai sumir.

Beco

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