Não perca este momento.

Este momento é importante para você. Não perca por nada o que está te acontecendo neste exato momento.

É a sua vida que transcorre nos momentos, e o que está acontecendo agora é a sua vida se concretizando.

Se você está no piloto automático, deixando este momento passar despercebido, você não está vivendo plenamente.

Não abdique da vida, e não deixe a vida passar em branco.

Não se deixe subjugar pelo controle remoto que te controla, como se você fosse um robô.

A vida no piloto automático:

E não são poucos os mecanismos que nos forçam a rodar no automático, levar os filhos para a escola, ir para o trabalho, voltar para casa, assistir a novela. Temos que inventar algumas maneiras de evitar que um dia seja exatamente a cópia do dia anterior, inclusive nos pensamentos e emoções.

Não traia a si próprio entregando o significado da sua vida a coisas sem significado.

As coisas fundamentais e cheias de significado podem não ser as coisas urgentes, e temos uma tendência a esquecê-los.

Temos que sentir a vida transcorrer. Parece evidente, mas temos que fazer parte da nossa vida.

Não estamos vivendo para usufruir um outro momento lá no futuro – o momento é este.

A vida é exatamente isso aí. O que está acontecendo agora é também o que vai te transformar e vai transformar o seu destino – leve a vida a sério.

Desenvolver uma intimidade consigo mesmo é muito importante. Se temos a noção que estamos vivos e estamos apreciando as mínimas coisas da vida, é sinal que estamos no rumo certo.

Vida completa:

Quando nos sentimos completos em casa, no trabalho, com os familiares e amigos, e acima de tudo, os nossos projetos pessoais fazem sentido, tem significado, temos assim a chance de viver plenamente.

Quero viver a vida plenamente, e nem sempre sei o que isto significa.

Tenho ainda o desconforto dos problemas e conflitos e também não sei se tem que ser assim.

A vida é mesmo um pacote completo, problemas e soluções, dificuldades, barreiras e capacidade pessoal para sobrepujá-las.

Há que se ter serenidade e aceitação para viver em paz, pois a vida é um caminho cheio de buracos.

Mas no balanço final, tudo vale à pena, e podemos ser feliz a despeito das dificuldades.

R.S. Beco

1 Comentário

Denise T. Resende Pessoa

about 5 anos ago

Bom dia Rubens, Houve uma época em que eu confundia viver plenamente com fazer muitas coisas. Vivia correndo para resolver problemas, fazendo listas enormes de afazeres e o resultado era quase sempre de descontentamento comigo mesma, achando que eu não estava fazendo nada direito e que meu dia não era bem aproveitado. Parei de me cobrar um pouco, tentando aprender a priorizar as situações que me cabem viver de forma a dar importância ao que realmente tem, e para não deixar os momentos passarem despercebidos, me exercito para estar presente no exato momento em que cada coisa acontece, pois o arrependimento de não ter aproveitado causa muito mais incômodo do que a atenção consciente que preciso manter para não deixar tudo no controle remoto. Eu adoro ser mãe e ficava atenta para curtir cada momento da infância do meu filho junto com ele, de uma forma consciente eu desligava o fogão quando estava fazendo o almoço, atendendo-o quando ele agarrava-se às minhas pernas implorando para eu me sentar perto dele no chão e brincar um pouco de lego, eu pensava que para um filho único não se sentir sozinho, os pais precisavam ser pacientes e ser esforçarem mais em estarem presentes. Foram muito importantes todas as vezes que eu me sentei para brincar com ele, pois na maioria delas, quando ele me solicitava, estava só pedindo um pouquinho de atenção, bem pouquinho, e quando eu largava o que estava fazendo, ele se sentia muito querido e eu sabia que em questão de minutos ele se entreteria e eu já poderia voltar a fazer o almoço, dali ele continuava brincado feliz da vida, pois eu tinha brincado um pequeno intervalo de tempo com ele, e lhe dado a atenção solicitada. Este exercício em nada me atrapalhou, nunca queimei uma panela ou deixei de fazer qualquer coisa e nem me atrasava para os compromissos e meu filho tinha muito da minha atenção; ele até compreendia quando eu realmente não podia brincar com ele em determinado momento. Lembro que ele jogava futebol com o sofá, que lhe devolvia a bola cada vez que ele chutava, andava de patins e skate na sala de casa enquanto eu costurava, e nestas circunstancias em que eu ficava com as mãos ocupadas, realizando alguma tarefa quando ele requeria a minha atenção, logo eu inventava um recurso diferente, cantávamos juntos ou contava-lhe histórias e “causos” engraçados e tratávamos de nos divertir, acontecia muitas vezes, pois eu gostava muito de costurar e ele ficava por perto brincando e conversando comigo. Que alegria recordar que eu não perdi quase nenhuma oportunidade de conviver com o meu filho menino, com o adolescente que ele foi e hoje um jovem maravilhoso que requer outro tipo de atenção. Como estratégia eu me adianto no trabalho, procuro organizar os horários para poder almoçar de vez em quando com ele; espero-o à noite quando ele chega bem tarde do trabalho para fazermos um lanchinho juntos, eu mortinha de sono, lavo o rosto e me sento na mesa da cozinha para ouvi-lo com bastente atenção relatar o que viveu naquele dia. Eu não perco uma oportunidade de convivência por nada! Valem muito as conversas “fora de horário” que tenho com ele, algumas vezes eu até lhe preparo sua comidinha preferida para encompridar o nosso encontro e eu aproveitar mais de sua companhia. Observo que na prática precisamos nos preparar para viver no exato momento em que as coisas acontecem, digo preparar no sentido de nos organizar para fazer o que precisa ser feito e para valorizar cada momento como se fosse único, e é! Pois o que passa sem ser aproveitado como deveria, não volta mais. A vida da gente vai se concretizando e se não ficamos atentos, os momentos importantes se embolam com outros não tão assim, e nos perdemos. Tenho procurado ficar mais presente para viver plenamente, acordando cedinho para tomar café com o meu marido que é personal e, antes mesmo do sol chegar ele já está de pé para atender seus alunos madrugadores, quando vejo ele sair do banho eu dou um pulo da cama para comer uma tapioca que ele prepara para nós dois, tomamos o café da manhã e conversamos um pouquinho. Se estiver muito cansada, quando ele sai pra trabalhar eu volto para a cama e durmo mais uns minutinhos (ele nem precisa saber disso), se não, já começo a minha lida, pois se me preparo com atenção, fico mais disponível para viver com mais intensidade os momentos do meu dia. Moro junto com minha mãe e ela tem o hábito de caminhar todos os dias, quando estou em de folga, ela me convida para ir junto, e já teve algumas vezes de eu responder que não, por estar ocupada com outra coisa, mas logo que ela saía para caminhar sozinha, me batia um arrependimento, largava o que estava fazendo, calçava um tênis e corria atrás dela. Aprendi que muitas coisas podem esperar para serem feitas mais tarde, mas a companhia da minha mãezinha querida eu não sei por quanto tempo ainda eu poderei aproveitar, assim, tento usufruir cada momento de sua companhia, vamos ao quintal olhar junto as plantas, as orquídeas que floriram, chupar manga embaixo do pé, jabuticaba, amora, até entro na piscina com ela, que adora água e eu não muito, procuro lhe agradar, fazendo o que ela gosta só para estar pertinho dela. Em outros campos da minha vida ainda preciso me exercitar bastante para viver plenamente, mas estou me esforçando e cada vez que me sinto presente no agora, eu fico muiito feliz comigo. Estou aprendendo lendo os seus artigos que existem novas formas de viver a vida; vou colhendo elementos que eu consigo praticar e no laboratório da vida eu vou praticando e vivendo, exercitando, experimentando e comprovando, com alegria, que tudo depende de mim. - Que bom! Obrigada amigo e, outra vez, bom dia! Um abraço da Denise

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