Não julgue os outros pelos atos.

Não julgue os outros rapidamente. Somos rápidos para julgar os outros pelos seus atos, mas temos que refletir com cuidado o que está por trás dos atos, quais são as intenções que levaram à realização de tais atos.

Na verdade não sabemos as reais intenções, e temos que fazer alguma inferência. O que não devemos fazer é julgar somente por aquilo que vemos, os atos em si.

Quando se trata de nós mesmos, levantamos as nossas intenções, as quais utilizamos para justificar o que fazemos e não fazemos. Julgamos os outros pelos atos e julgamos a nós mesmos pelas intenções.

Rápido para julgar:

Por esse motivo, temos que ter o cuidado em julgar os outros com tanta rapidez, sem que a reflexão tome lugar, e assim rapidamente, nós nunca vamos saber a motivação para tais atos.

Uma boa maneira de praticar isso é não julgar imediatamente, e se colocar no lugar da outra pessoa, tentando explicar a razão de tal ato. Faça isso de coração aberto, experimentando uma variedade grande de intenções que poderiam estar por trás do ato.

Com um pouco de prática, vamos perder essa avidez por julgar os outros, e de maneira injusta e incompleta.

Coloque um holofote no seu julgamento que faz das pessoas e veja se você está julgando algo de maneira imparcial, ou você está condenando algo que não aceita.

Reações:

Outro ponto interessante é quando alguém faz um comentário sobre você e isso deflagra uma reação belicosa e pouco amigável, justificativas e contra ataques. Isso acontece quando alguém chama atenção para algum defeito em você que nem mesmo você aceita.

Quando o comentário é sobre algo que você já aceitou em si mesmo, a repercussão é mínima, se leva na brincadeira, faz uma piada a respeito.

Quando você sai condenando um comportamento em outra pessoa, muito rapidamente, é possível que essa seja também uma característica que você mesmo porta, e que clama por aceitação de sua parte.

Muita reação merece atenção, reflexão e análise acurada.

Na verdade não sabemos por que passa a pessoa que estamos julgando. Não sabemos a real motivação.

É bastante possível que também não conheça todo o contexto e circunstância em que o ato que estamos julgando ocorre.

Temos expectativas pouco realistas das outras pessoas, e qualquer desvio do esperado inicia um processo injusto de julgamento.

A nossa prepotência nos coloca acima dos outros, e isso facilita julgar sem parar, pois todos estão abaixo. Olhamos de cima para baixo e julgamos sem o menor constrangimento. A prepotência nos cega e nos impede de compreender as pessoas, e conhece-las profundamente.

R.S. Beco

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