Não julgue o sofrimento dos outros.

Tem gente que adora ficar por cima, mesmo na desgraça.

Você conta um episódio triste que aconteceu contigo, mas a outra pessoa tem que contar algo mais desgraçado que aconteceu com ela.

Isso não é nada – você precisa ver o que aconteceu comigo outro dia – e vai por aí adiante.

Você conta um pouco do seu sofrimento e ela desata a contar as próprias desgraças e sofrimentos.

Prepotência:

Isso vem, não com o intuito de te consolar, mas com a prepotência de quem tem que ficar por cima mesmo na desgraça.

Se você captou a ideia, tenha isso em conta quando sentir aquela vontade de se comparar aos outros.

Não devemos julgar o sofrimento dos outros.

Julgar os outros, por si só já é um ato de prepotência.

Nem bem ouvimos as palavras do outro e já estamos julgando.

O julgamento nos cega das coisas que temos que melhorar, e por isso ficamos estagnados na vida.

Uma escada:

A vida é como uma escada, e se estamos na direção correta, temos que olhar para cima.

Quando julgamos e criticamos as pessoas, estamos olhando para baixo, numa postura prepotente, e é sinal de que estamos descendo e não subindo.

Olhe as pessoas de igual para igual. Experimente a compaixão. Ofereça o braço para ajudar nessa subida, pois há momentos que qualquer um pode se sentir exaurido de suas forças.

Olhe com olhar compassivo e vai enxergar maneiras de ajudar.

A compaixão é sentir você mesmo a dor do outro, e assim desejar que ela cesse.

Diz o ditado, “não julgue os outros enquanto você não andar uma milha nos seus sapatos”, e isso tem a ver com compaixão.

Ao experimentar você mesmo as agruras do outro, você vai estar em condições de julgar.

Na verdade, ao experimentar o que o outro está sentido, você não vai julgar.

Você vai querer que esse sofrimento cesse.

Beco

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