Não desafie os outros sem necessidade.

É algo que nos irrita, o bate-boca desnecessário, pessoas defendendo fervorosamente pontos de vista irrelevantes.

Eu mesmo já me vi fazendo esse papel ridículo. Me senti envergonhado e desapontado comigo mesmo.

É diferente de ter um ponto de vista ou alguma contribuição relevante para a discussão.

Algumas pessoas sentem um prazer enorme em desafiar as opiniões dos outros.

Do contra:

Aquele que é do contra, não pode ouvir uma opinião elaborada sem elaborar alguma consideração contrária.

Exibicionismo, prepotência, e até uma baixa autoestima.

Quem confia no seu taco não precisa se mostrar todo momento.

Um comportamento diferente deste, que algumas pessoas desempenham brilhantemente é o de advogado do diabo construtivo.

Em meio à discussão, e quando as posições parecem consolidadas, alguém pede para expressar uma preocupação, e tenta desconstruir o que já foi construído, tendo o cuidado de dizer que vai fazer o papel de advogado do diabo.

Esse comportamento, quando feito adequadamente e de maneira polida, se encaixa num dos Seis Chapéus escrito pelo grande Edward De Bono, o estudioso da criatividade.

Edward De Bono:

Diz De Bono, que num processo criativo, as pessoas precisam desempenhar vários papéis, e um deles é o de apresentar contrariedades, mesmo quando o caminho já foi definido – é uma prova de fogo à solução já negociada.

Mas o comportamento destrutivo, contra tudo e contra todos é realmente um espírito de porco.

Há duas coisas que devemos atentar.

Primeiro é não dar corda para quem gosta de jogar lenha na fogueira – deixe-o praguejar sozinho.

Segundo é perceber quando você mesmo está fazendo esse papel – se olhar no espelho, sentir o desconforto e interromper.

Beco

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