Não dê tanto poder para os outros te ferirem

Não dê tanto poder para os outros te ferirem

As pessoas nos magoam, muitas vezes por descuido e outras vezes deliberadamente. Mas o poder que elas têm de nos causar mal é dado por nós mesmos.

Veja o seguinte exemplo:

Um rapaz descuidado e grosseiro esbarra na senhora A no supermercado, e ao deparar com o olhar de reprovação da senhora, o rapaz faz cara feia e joga a seguinte observação – O que foi? É alguma coisa comigo?

A senhora A fica sem palavras diante de tanta grosseria, se vira para o lado e sai resmungando alguma coisa. A imagem do jovem rapaz, com idade para ser seu neto e a falta de educação fica na sua mente praticamente o dia todo. Fica questionando a educação que ele recebeu, o descuido dos pais em ensinar-lhe bons modos. Pensa também na possibilidade dele tratar com mesmo descaso os próprios avós. Assim, a sua mente é capaz de atormentá-la com este único incidente por um dia inteiro.

Imagine outra situação:

Imagine agora a senhora B que diante da mesma grosseria, responde ao rapaz com um descaso diretor e objetivo, mostrando que não quer iniciar qualquer comunicação nesse sentido. Ao sair do supermercado, a senhora B se concentra nas próprias coisas. Aloja as compras no carro, dá a partida e segue a sua vida cotidiana. Vez ou outra, de maneira muito passageira, a memória do incidente com o rapaz vem à tona, mas ela deixa que essa lembrança se dissipe, utilizando dois artifícios poderosos: não julgar e não culpar.

Percebemos nestes dois exemplos, que o mesmo incidente tem o poder de impactar diferentemente a vida das pessoas, contribuindo para o estresse ou bem estar das pessoas envolvidas, e a escolha é de cada um.

Podemos dar o poder dos outros nos magoarem, ou podemos ao contrário, simplesmente recusar este poder.

Somos o resultado das nossas escolhas, e isso é também uma escolha que fazemos.

Rubens Sakay (Beco)

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