Não culpe o pé de alface.

Não culpe tudo e todos.

Não culpe tudo e todos. Plantamos um pé de alface, e algo não vai bem, e a planta não progrediu conforme esperado.

Você sabe muito bem que não deve culpar o pé de alface. Mas sim analisar as causas fundamentais para que o cultivo não tenha saído a contento. Analisadas as causas, é possível resolvê-las uma a uma, e no final, o alface vai se apresentar apetitosa para a sua salada.

Na vida cotidiana, espalhamos a culpa a torto e a direito. Agimos como se fosse produtivo culpar o pé de alface, foi a lição que aprendi com o monge Thich Nhat Hanh.

Culpamos o carro por ter quebrado, culpamos a chuva pelo vazamento no telhado, e culpamos o cachorro por ter sujado a sala de estar.

Distribuindo culpa:

Distribuir a culpa a torto e a direito é trabalho de quem não sabe aceitar os outros nem a si próprio.

Quem culpa sem pensar, tampouco sabe resolver os próprios problemas, pois nem analisar os fracassos minuciosamente é capaz.

Quando culpamos, abdicamos do nosso poder de mudar a nossa realidade.

A culpa conduz a mil explicações e desculpas, e deixamos de enxergar as reais causas para o fracasso. Perdemos a chance de aprender como corrigir.

É preciso estar de coração aberto para aprender as lições da vida.

Culpar é fácil:

Parece muito fácil e simples culpar o que está imediatamente próximo do problema, mas isso não é nada produtivo, pois ação e reação não estão contíguos. Quando você dá com a cara na porta, a culpa não é da porta, mas é preciso serenidade para enxergar isso.

O exemplo da porta é uma força de expressão, mas podemos muito bem culpar os pais, a esposa e o chefe no trabalho.

Quem culpa os outros pode estar se valendo do artifício da omissão, acreditando que pode se safar. Mas o péssimo costume de distribuir culpa aos outros, tem o efeito colateral de, facilmente, se atribuir a culpa.

A culpa, como já comentamos, é um sinal de prepotência que precisa ser trabalhada. Me culpo pois acho inexplicável, perfeito que sou, ter cometido tamanha asneira.

Não culpe, não se culpe, e se acostume à sensação agradável que é viver sem culpa.

R.S. Beco

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