Não complique as coisas simples.

Não complique sua vida. A vida pode realmente ser simples, e devemos evitar as complicações que o cotidiano nos sugere constantemente.

Fazemos mais do que é razoável, pois nos metemos demasiadamente na vida dos outros.

Nos preocupamos em excesso com as coisas que não irão acontecer, com o futuro tenebroso que temos a capacidade de imaginar.

Complicamos as coisas mais simples, compras no supermercado, uma saída para jantar no restaurante.

Criamos conflitos onde deveria existir a paz.

Complicamos sem pensar:

Impomos a nossa vontade, deixamos de ouvir a opinião de outros interessados, e o resultado pode ser um rosário de pendências para resolver.

Simplificar a vida nos torna mais feliz – não tenho dúvida disso.

Quando estamos de cabeça quente, complicamos mais aquilo que já está confuso.

Tente sair um pouco do olho do furacão, quando for o caso. Deixe a poeira assentar e a realidade vai parecer menos assustadora.

Faça o simples, e dê prioridade para a simplificação nas mínimas atividades cotidianas.

Queremos tudo, queremos muito, e a vida pode ficar complicada.

Avalie os seus compromissos e veja se não está assumindo coisas em demasia. Simplifique, menos pode acabar sendo mais. Mais resultados, mais satisfação, mais tempo para conviver com as pessoas queridas.

Avalie como está planejando o uso do seu tempo. Muita coisa no mesmo tempo só pode gerar confusão.

Diga não de vez em quando:

Diga não algumas vezes. Ajude os outros, mas sem complicar a sua própria vida.

Use menos coisas, compre menos itens e deixe tempo suficiente para desfrutar a vida mesmo nas tarefas do dia-a-dia.

Sinta o dia transcorrer sem trancos e barrancos – um fluxo intenso, mas suave, como as águas do rio.

Considere reduzir o tamanho das coisas, a casa, o carro, o guarda roupas.

Especialmente em casa, não deixe as coisas fora de lugar – se esforce para se organizar.

Aproveite para pensar na organização da sua vida interior – os relacionamentos – as expectativas que criamos dos familiares.

Enumere os três maiores itens de estresse e se determine a trabalha-los todos, um de cada vez.

Mesmo que os problemas não se resolvem, é sempre possível amenizar os seus efeitos na nossa vida.

Resolva as coisas pendentes – não empurre com a barriga.

Especialmente os conflitos pessoais, têm a capacidade de acabar com a nossa vida. Ficamos tão preocupados e estressados que não temos mais vida. Dê um trato – um pequeno passo já é o bastante por hoje.

Faça as coisas enfadonhas logo de manhã, quando a disposição está no pico. Sei que para alguns, a hora pode ser depois do jantar quando todos estão ocupados com outras coisas.

Pense simples e aja simples, e devagarinho a vida pode deixar de ser complicada.

R.S. Beco

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