Não aprove, aceite.

Aceite aquilo que não pode mudar, principalmente as outras pessoas. Temos o costume de julgar as pessoas, aprovar e desaprovar. Estamos constantemente passando todos pelo nosso crivo.

Na verdade, deveríamos nos empenhar em aceitar as pessoas como são, mesmo que não aprovemos o que são o que fazem. Aceitação é uma coisa e aprovação é outra.

Tentar fazer o papel de Deus, julgando e condenando os outros é uma arma que se volta para nós mesmos. E essa prepotência também se coloca a serviço para esmagar a nós mesmos. Nos culpados, nos condenamos e carregamos desnecessariamente a pecha de imperfeito, incompetente e incompleto.

Sei que é mais fácil aceitar quando aprovamos, vem com naturalidade, mas temos que exercitar a aceitação mesmo sem aprovação, ou ainda, sem julgamento.

Aceitar o que não posso mudar:

Digo aceitar as coisas que estão fora do nosso alcance modificar. Não é nosso papel mudar o mundo e as pessoas, e ficar julgando e rotulando é um atraso na nossa vida.

Toda vez que dizemos – não sei se aprovo o que estou vendo, estamos colocando em julgamento alguma coisa que não temos controle, está fora da nossa alçada, e deveríamos simplesmente aceitar.

É como tenho repetido, aceitar não significa gostar.

Você pode aceitar alguma coisa condenável, mas que está fora do seu controle.

Aceitar não significa compactuar, apoiar ou mesmo se unir para praticar atos reprováveis.

A aceitação nos livra de um peso enorme que é provocado pelo julgamento excessivo.

Quando julgamos a torto e a direito, é como se carregássemos nas costas todas as sentenças de condenação que atribuímos aos outros.

Siga mais leve nesta vida, olhando mais para si mesmo e menos para os outros. Assim, você vai poder se empenhar na tarefa mais nobre das suas atribuições, melhorar a pessoa que você vê no espelho todas as manhãs.

R.S. Beco

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