Não abro mão dos meus defeitos.

Porque será que é tão difícil se livrar dos nossos defeitos?

Alguns deles funcionam como melancias que carregamos dependurados no pescoço.

Não há como escondê-los – todo mundo vê.

E pior que damos uma porção de desculpas para explicar porque carregamos a tal melancia.

Desculpas:

Foi uma infância atormentada pelo alcoolismo do pai.

Foi o afastamento traumático dos amigos de infância.

Foi um acidente de carro quando ainda era pequeno.

No fundo, mesmo que eu queira acreditar, não há razão alguma para eu carregar esse negócio dependurado no pescoço.

A desculpa mais esfarrapada que damos, é que gostamos da melancia no pescoço.

Reconheça:

Se os reconhecemos como defeitos, deveríamos fazer um esforço para nos livrarmos deles.

O primeiro passo já foi dado – reconhecer o defeito.

O segundo passo é parar de se referir a ele como algo bom, gostoso – tem que desapegar.

O terceiro, um passo de cada vez, é neutralizar o defeito com algo oposto.

Por exemplo – se eu gosto de contar vantagem por cima dos outros, devo interromper imediatamente quando o negócio começar a caminhar do cérebro para a boca. Devo identificar algo que seja bom e louvável na outra pessoa e fazer algum comentário elogioso.

Não pode parecer caricato – não saia da água para o vinho – todos vão perceber que é forçado.

Se o defeito é falar mais que a boca – experimente ficar calado durante uma discussão – deixando para fazer alguns poucos comentários lá no final.

Enfim, são tantos defeitos, e eu tenho tantos que temo que a postagem fique longa demais para uma leitura diária.

Um dia de cada vez, um pouco de cada vez, e como se usa recomendar, comece pequeno – baby steps.

Beco

 

1 Comentário

idenierjunior@gmail.com

about 5 anos ago

ACHEI EXCELENTE, COM ESSE POST VOU MELHORAR MAIS.

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