Muito tarde para se desculpar ou agradecer.

Andamos muito apressados:

Pode ser muito tarde para se desculpar ou mesmo agradecer. A vida corrida nos cega para a bondade humana. Nos confundimos no julgamento das pessoas e das circunstâncias.

Uma história interessante é contada no poema de Valerie Cox, The Cookie Thief, o ladrão de biscoitos, e faço aqui uma versão livre, conservando a ideia.

Uma história interessante:

Uma noite, uma mulher estava esperando no aeroporto por longas horas até o horário do seu voo.

Passeou pela livraria, comprou um livro, um pacote de biscoitos e procurou um lugar para se assentar.

Estava envolvida com a sua leitura quando percebeu que o homem sentado ao seu lado, enfiava a mão no pacote de biscoitos que estava entre os dois e pegava um biscoito ou dois.

O ladrão:

Ela fez um esforço para evitar uma cena e tentou ignorar, enquanto mastigava os biscoitos e olhava impaciente ao relógio. Enquanto o insolente ladrão de biscoitos baixava o seu estoque de biscoitos, ela ficava mais irritada com o passar dos minutos. Pensava – se eu não fosse uma pessoa educada, esse cara ia ganhar uns olhos roxos. E para cada biscoito que ela pegava, ele pegava outro também.

E quando um único biscoito restava no pacote, ela ficou preocupada e atenta para o que ele faria. Com um sorriso nos lábios e meio nervoso, ele pegou o biscoito, dividiu no meio e ofereceu a ela enquanto comia a sua metade.

O grosseiro:

Ela pegou bruscamente a sua metade e pensou – esse grosseiro cara de pau nem mesmo mostra qualquer sinal de gratidão. Ela nem se lembra de qualquer ocasião em que foi tão humilhada, enquanto sentia o alívio do chamado do seu voo. Pegou as suas coisas, se recusando a olhar para trás para o ladrão ingrato, ela embarcou e finalmente se acomodou no seu assento.

A descoberta:

Quando procurou, revirando na sua bolsa por seu livro cuja leitura já havia quase concluído, se surpreendeu com o seu achado. Ali, em frente dos seus olhos, intacto, o seu pacote de biscoitos. Se o meu está aqui, resmungou em desespero, então o outro era dele, que ele se dispôs a compartilhar. Muito tarde para se desculpar, ela se deu conta, com tristeza, de que no final, a grosseira, a ingrata e a ladra era ela.

Um presente de Valerie Cox

Bonito poema que Valerie Cox nos brinda, envelopando um ensinamento valioso de que devemos caminhar com calma. Temos que colocar atenção e mente aberta para não perdermos a chance de apreciar a bondade das outras pessoas.

Vá com calma, e seja feliz.                                                                                    R.S. Beco

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