Longe demais agradando os outros.

Talvez seja hora de pensar um pouco na reciprocidade.

Não é o toma lá dá cá, mas a ideia de equilibrar as relações antes que você fique totalmente exaurida.

De acordo com a Dra Harriet Braiker, “a agradora compulsiva é pressionada com ordens imperativas dadas por você mesma, e sobrecarregada com um código estrito e rígido de regras pessoais e avalia a si própria a partir de padrões irrealistas e condenatórios”.

Agradar os outros:

Você não tem nenhuma obrigação de agradar os outros além daquilo que você naturalmente faz. Saia do exagero.

Queremos exagerar no agrado aos outros com a expectativa que coisas ruins não aconteçam com a gente.

Mas sabemos da nossa própria experiência que isso não é verdade. Não é questão de sermos merecedoras ou não – o mundo simplesmente não é justo, pelo menos na maneira como concebemos.

Ser boa com os outros é uma coisa, e ser boa naquilo que faz é outra coisa, e se anular e se fazer de capacho em prol dos outros é outra completamente diferente.

Já falamos bastante sobre dizer não, e chega a hora que devemos dizer não.

Selecione pelo menos uma pessoa para quem você sempre tem o SIM na ponta da língua – seja quem for.

Experimente um NÃOZINHO pela primeira vez. É um ato de amor a si próprio.

Não quero estimular nenhuma discórdia no seu relacionamento.

Caso você não seja uma agradadora compulsiva, não tem nenhuma necessidade desse exercício.

Mas para a agradadora compulsiva, dizer um Não é um ato de liberdade, e deve ser experimentado.

Se sinta vulnerável:

Sinta a reprovação vida do outro lado. Aceite. É natural dizer não e receber algumas caras feias. A vida é assim e não há nada de errado.

Expresse suas preferências. Muitas pessoas irão discordar. Sinta a discordância. Aceite. Isso também é natural.

Fazemos de tudo pelos outros, nos desdobramos para não ouvir críticas – mas as críticas aparecem de qualquer jeito.

Então – porque me dar o trabalho de agradar tanto as outras pessoas?

Se livre dessa necessidade de aprovação – ela não virá sempre – ponto final.

O mundo não é um lugar 100% seguro – não adianta buscar o refúgio perfeito – você sempre vai se molhar – e não há nada de dramático ou desastroso nisso.

Fora essa conversa toda – o mundo é simplesmente maravilhoso.

Beco

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